O julgamento foi adiado sine die e agora também a inquirição da testemunha do processo da morte de Rosalina Ribeiro. Falamos de Aurílio Nascimento, comissário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que há 12 anos investigou o caso no Brasil.
Seria a primeira testemunha a ser ouvida pelo Tribunal de Sintra, mas também não aconteceu. A diligência estava agendada para as 14:00 de hoje no Juízo Central Criminal de Sintra, mas as declarações para memória futura desta testemunha foram dadas sem efeito na sequência dessa ação suscitada pelo advogado João Barroso Neto que pediu o afastamento da juíza.
"Só apresentei agora o incidente de recusa porque só recentemente o Tribunal da Relação de Lisboa se pronunciou sobre o conflito de competências [entre juízes]", afirmou o advogado aos jornalistas à saída do tribunal, sendo que este incidente vai ter de ser novamente apreciado pela Relação de Lisboa.
A SIC teve acesso à contestação de 12 páginas e na qual se refere que o alegado motivo do crime já foi inclusive deixado de parte num julgamento que, em Portugal, já absolveu Duarte Lima.
Mais. Diz que não matou Rosalina Ribeiro e considera, aliás, que a vida humana é um bem sagrado, deixando o aviso: “quem matou, continua à solta”.
A antiga secretária do milionário Tomé Feteira foi encontrada morta em 2009 à beira de uma estrada nos arredores do Rio de Janeiro. Quase 13 anos depois, Domingos Duarte Lima, agora com 67 anos, continua à espera de ser julgado.

