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Situação dos serviços de urgência é "absolutamente crónica", afirma o ministro da Saúde

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Manuel Pizarro afirma que a maioria das urgências no país funciona.

O ministro da Saúde diz que compreende as demissões, mas reafirma que os problemas nas urgências são casos isolados. No Parlamento, Manuel Pizarro indicou ainda que o recurso a privados é "absolutamente indesejável", mas admitiu que nalguns casos pode mesmo ter de acontecer para aliviar as urgências hospitalares.

O ministro da Saúde diz “acompanhar com preocupação” os pedidos de demissão de chefes de equipa das urgências e sublinha que está em curso um “amplo processo de diálogo” com os profissionais de saúde.

“A situação dos serviços de urgência no nosso país é uma situação absolutamente crónica, não é nada de novo”, admitiu Manuel Pizarro.

Questionado pelos deputados sobre as situações de sobrelotação das urgências, o ministro afirmou que por volta das 11:00 desta quarta-feira estavam mais de 80 urgências do país a funcionar.

"Eu fico muito preocupado por haver problemas sérios em três ou quatro ou cinco urgências, mas não deixo de registar que isso significa que funcionam de forma regular 80 e tal urgências em cada momento", afirmou, ressalvando que não está a relativizar o problema.

O Governo prometeu contratualizar 700 vagas para os cuidados continuados com o setor social, para retirar doentes hospitalizados apenas à espera de alta social e libertar camas no internamento, permitindo aumentar o fluxo de doentes nas urgências.

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