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Professores em greve por tempo indeterminado

Professores em greve por tempo indeterminado

Protesto convocado pelo Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P) acontece numa altura em que o ministério da Educação está em negociações com a classe docente.

Os professores cumprem esta sexta-feira mais uma greve nacional, desta vez por tempo indeterminado. O protesto foi convocado pelo Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P), que está contra a as propostas de modelo de concurso de colocação de docentes.

A greve pode causar perturbações no funcionamento das escolas, de Norte a Sul do país.

Esta greve acontece numa altura em que o Ministério da Educação está em negociações com os sindicatos, que se têm mostrado contra a maioria das propostas da tutela.

O Sindicato de Todos os Professores contesta as alterações ao modelo de concurso de colocação de professores e reclama melhoria das condições da carreira, nomeadamente no que diz respeito aos salários, às dificuldades na mudança de escalão, ao congelamento do tempo de serviço, entre outras.

O Governo quer manter os critérios de contratação de professores, mas pretende um novo modelo de colocação, transformando os concursos nacionais em listas municipais.

A integração de docentes será decidida por conselhos locais de diretores, que não vão contratar diretamente docentes. Para o ministro da Educação, estas alterações significam uma maior estabilidade dos professores.

O S.TO.P afirma que esta greve é uma “forma de luta inédita”, O protesto foi convocado na sequência de uma sondagem realizada no blogue ArLindo, onde milhares de professores apoiaram a realização desta greve por tempo indeterminado.

Os outros sindicatos de professores não aderiram à paralisação, mas agendaram uma manifestação para março de 2023 e vigílias em vários pontos do país.

Greve com adesão elevada

A greve de professores está a ter uma adesão elevada, disse fonte do Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P), que decretou esta paralisação.

"Algumas escolas poderão não ter aulas hoje devido à greve que é uma greve de e para professores independentemente dos sindicatos ou de serem sindicalizados ou não. A esta hora ainda não conseguimos contabilizar, mas posso adiantar que a adesão é grande e mostra o descontentamento da classe", disse o presidente do S.TO.P, André Pestana.

De acordo com o presidente do S.TO.P, esta greve é "um sinal contra as políticas de quem tem destruído a escola pública e as condições de quem trabalha".

André Pestana adiantou que os professores defendem uma gestão e recrutamento de professores pela graduação do profissional e sem perfil ou mapas, sem conselhos de diretores a selecionarem o recrutamento.

"Reivindicamos igualmente um aumento do salário que compense a inflação. Os professores desde 2009 perderam mais de 20% do seu poder de compra. Queremos também a contagem de todo o tempo de serviço docente e o acesso ao 5.º e 7.º escalões sem quotas. Há mais reivindicações, mas estas conseguem compilar um sentir de toda a classe", referiu.

"A luta vai continuar e temos já marcada uma grande manifestação para dia 17 de dezembro em Lisboa, com ponto de encontro marcado para as 15:00 no Marquês de Pombal", indicou.

[Artigo atualizado às 09:11]

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