País

Fenprof organiza ronda de plenários por todo o país

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, fala numa conferência de imprensa sobre a questão da falta de professores, na sede em Lisboa.
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, fala numa conferência de imprensa sobre a questão da falta de professores, na sede em Lisboa.
TIAGO PETINGA

Juntamente com os plenários para esclarecer, debater e apontar formas de luta, também se realizarão dezenas de reuniões de escola e agrupamentos, refere a federação.

A Fenprof vai realizar 30 plenários por todo o país até 24 de novembro para esclarecer, debater e apontar formas de luta perante a insatisfação dos docentes com a inação do Governo, anunciou esta terça-feira a federação de professores.

"A insatisfação dos docentes está a transformar-se em forte indignação e a Fenprof está disponível para lhe dar expressão de luta. Nesse sentido, vai promover trinta (30) plenários por todo o país, cobrindo todas as capitais de distrito e mais algumas localidades em que se concentram mais professores. Nestes plenários poderão participar todos os educadores e professores que pretendam, sejam ou não sindicalizados", refere a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) em comunicado.

Os professores já tinham realizado uma manifestação junto à Assembleia da República, exigindo "respeito" pela profissão, no dia 2 de novembro, enquanto o Ministro da Educação, João Costa, defendia o orçamento de estado para 2023.

De acordo com a Fenprof, os professores e educadores estão entre os profissionais que mais se sujeitam a deslocações diárias e ao aluguer de habitações "sem que lhes seja assegurado qualquer apoio para o efeito" e são um "dos raros setores da administração pública a quem continua a não ser contado integralmente o tempo de serviço cumprido para enquadramento numa carreira", congelando a progressão a mais de 5.500 docentes.

A mesma fonte acrescenta em comunicado que tem vindo a apresentar propostas de solução para os vários problemas deste setor, nomeadamente, horários sobrecarregados, envelhecimento, desrespeito por professores com doenças incapacitantes e a precariedade, mas o ministério da educação não tem disponibilidade para abrir processos negociais.

Federação contesta intenção de reduzir dimensão dos quadros de zona pedagógica

A federação condena ainda a intenção do Ministério da Educação, anunciada na última terça-feira, de reduzir a dimensão dos atuais 10 quadros de zona pedagógica, que passariam a designar-se mapas docentes interconcelhios, estando alinhados com 23 as comunidades intermunicipais.

Para a Fenprof esta mudança inicia "de forma encapotada, uma efetiva revisão do Estatuto da Carreira Docente".

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, e os secretários-gerais adjuntos José Feliciano Costa e Francisco Gonçalves estarão presentes em vários plenários.

Juntamente com estes plenários, também se realizarão dezenas de reuniões de escola e agrupamentos de escolas, refere a federação.

Últimas Notícias
Mais Vistos