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"Servente de Medina", "linhas vermelhas" e as "costas largas dos professores" no Parlamento

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Os partidos da oposição apontam o dedo ao ministro da Educação pela situação dos professores.

O ministro das Finanças garante que está empenhado em resolver a situação dos professores. João Costa foi chamado esta tarde ao Parlamento para um debate de urgência em que a oposição acusou o Governo de ser responsável pela instabilidade que se vive nas escolas por não querer satisfazer as reivindicações dos professores.

O ministro da Educação sublinhou que a "vontade de diálogo e negociação nunca foi interrompida".

"É tempo de recuperar a serenidade, de continuar a negociar e sobretudo de garantir que após dois anos de pandemia as escolas funcionam com normalidade, para que não tenham um terceiro ano letivo com perdas nas aprendizagens", afirmou.

João Costa considerou que o Governo continua "em diálogo construtivo, sereno" com os professores, estando comprometido "com a resolução dos problemas".

"Vimos a este debate a requerimento de um partido, o Chega, cujo programa eleitoral fui ler com interesse. O programa eleitoral com que o Chega se apresentou nas últimas eleições legislativas diz o seguinte sobre carreiras de professores: nada, rigorosamente nada", atirou João Costa à bancada de André Ventura.

O líder do Chega acusou o ministro da Educação de colocar "linhas vermelhas antes de entrar nas salas de negociação". Adianta ainda que João Costa é "servente do ministro das Finanças neste Governo".

O Bloco de Esquerda admite que as “costas largas dos professores, mas não chegam para carregar as culpas do Governo”.

No Parlamento, Carla Castro, da Iniciativa Liberal colocou em cima da mesa que Portugal foi um dos países em que as escolas estiveram mais tempo fechadas durante a pandemia e que em 2023, os alunos vão continuar sem aulas.

Pelo PSD, a deputada Sónia Ramos alegou que "durante sete anos o Governo ignorou os professores" e "não conseguiu resolver nenhum dos problemas do sistema educativo".

Sónia Ramos traçou o "retrato do ensino em Portugal": "Alterações avulsas na política educativa, burocracia crescente, falta de condições de trabalho dos professores".

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, apontou que "o que se exige da parte do Governo é a resposta aos problemas estruturais da escola pública, resposta às reivindicações dos professores" e considerou que as propostas que o Governo apresentou nas negociações com os sindicatos não dão essa resposta.

Também os deputados únicos do PAN e do Livre apelaram ao diálogo e à negociação com os professores.

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