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Greve dos professores: ministro diz que é "tempo de recuperar serenidade"

Greve dos professores: ministro diz que é "tempo de recuperar serenidade"
ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Ministro da Educação, João Costa, fala num diálogo "construtivo e sereno" com os professores, no debate de urgência requerido pelo Chega sobre o tema “Greves e reivindicações dos professores”.

O ministro da Educação, João Costa, defendeu, esta quinta-feira, que "é tempo de recuperar a serenidade" e continuar a negociar com os professores, prometendo a "boa-fé" do Governo para resolver "problemas antigos" da profissão.

"O Governo está a resolver problemas antigos dos professores em boa-fé negocial. Integrando sugestões e propostas já recebidas nas reuniões anteriores. Ouvindo a voz e as propostas dos professores, num movimento de aproximação a várias reivindicações", disse o ministro da Educação no plenário da Assembleia da República.

João Costa falava no debate de urgência requerido pelo Chega sobre o tema "Greves e reivindicações dos professores", depois de ter ouvido críticas de vários partidos.

O governante sublinhou que a "vontade de diálogo e negociação nunca foi interrompida".

tempo de recuperar a serenidade, de continuar a negociar e sobretudo de garantir que após dois anos de pandemia as escolas funcionam com normalidade, para que não tenham um terceiro ano letivo com perdas nas aprendizagens", afirmou.

João Costa considerou que o Governo continua "em diálogo construtivo, sereno" com os professores, estando comprometido "com a resolução dos problemas".

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Negociações com o Governo? Expectativas são baixas

As negociações entre o Governo e os sindicatos dos professores e pessoal não docente arrancaram na quarta-feira, mas as expectativas não são muito altas.

Na quarta-feira, a Federação Nacional da Educação reuniu com o ministro da Educação, João Costa, tendo depois feito uma lista do que não foi conseguido.

A FNE diz que o único avanço foi na proposta de redução da dimensão das áreas geográficas onde os professores são colocados, mas isso é muito pouco.

Entre as principais novidades, o Governo pretende aumentar o número de quadros de zona pedagógica, de 10 para 63, reduzindo a sua dimensão, fixar professores nos quadros de escola em 2024, integrar 10 mil docentes ainda este ano, reduzir o recurso a contratados e aumentar as vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões.

A Fenprof, o S.T.O.P. e o SIPE serão os próximos a sentar-se à mesa das negociações com o Governo, no entanto, não vão muito otimistas

As negociações entre estruturas sindicais da educação e o Governo são retomadas esta sexta-feira.

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