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Professores em protesto de norte a sul do país, greve por distritos afetou escolas de Coimbra

Professores em protesto de norte a sul do país, greve por distritos afetou escolas de Coimbra
HUGO DELGADO

A greve por distritos organizada pela Fenprof e mais sete sindicatos decorreu hoje em Coimbra. Milhares de professores manifestaram o seu descontentamento em manifestações desde o Alto Minho ao sul do país.

A manhã desta terça-feira ficou marcada por greves e protestos dos professores de norte a sul do país. Em Cascais, dezenas de docentes concentraram-se à porta da escola. Em Setúbal, houve uma marcha de protesto seguida de um plenário onde estiveram mais de uma centena de profissionais. Pelo menos 2.000 professores do distrito de Viana do Castelo manifestaram-se esta manhã em Valença.

No Alto Minho os professores pediram a intervenção do Presidente da República. Uma petição dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa já tem mais de 6 mil assinaturas.

Em Valença juntaram-se esta terça feira professores de várias escolas do distrito de Viana. Querem saber com o que podem contar nas suas carreiras.

Os professores percorreram algumas ruas de Valença até chegarem às muralhas da cidade. Pelo caminho queixaram-se da forma como o país distribuiu o dinheiro.

"Para os bancos há milhões para nós só há tostões", acusam os professores.

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Professores em protesto em Cascais e Setúbal

Mais de 100 professores e assistentes operacionais de seis escolas juntaram-se esta manhã numa marcha de protesto pelas ruas de Palmela, em Setúbal

Um dos pontos de encontro foi na escola Secundária Pinhal Novo onde também os alunos fizeram questão de estar presentes e demonstrar apoio.

O protesto partiu das escolas em direção à Praça da Independência, em Pinhal Novo, para um plenário de todos os profissionais da educação que deram voz aos problemas que mais afetam a classe

Em Cascais, na escola básica e secundária da Cidadela não houve aulas. Os professores deixaram as salas de aula e concentraram se à porta da escola.

Mesmo sem acordo, as negociações mantém-se em aberto entre Sindicatos e Governo. Mas enquanto não derem um aperto de mão e chegarem a um entendimento, professores e assistentes prometem continuar com as formas de luta.

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Cerca de 600 professores em concentração na Praça do Bocage em Setúbal

Cerca de 600 pessoas, a maioria professores, assistentes operacionais e técnicos especializados, desfilaram hoje pelas ruas da cidade de Setúbal e concentraram-se em frente à Câmara Municipal, para exigirem melhores condições de trabalho e a valorização da escola pública.

RUI MINDERICO

"Temos aqui cerca de 600 pessoas, a maioria professores, mas também alguns alunos de escolas em que não houve aulas, que desfilaram pelas ruas da cidade para participarem nesta ação de protesto", disse à agência Lusa Hélder Abrantes, delegado do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) e professor do Agrupamento de Escolas Lima de Freitas.

"Queremos sensibilizar o Ministério da Educação para as nossas exigências, dado que, até agora, o que nos estão a oferecer é apenas a vinculação de contratados, alguns deles contratados há mais de 20 anos e que são absolutamente necessários devido à falta de professores. Ou seja, não nos estão a dar nada", acrescentou.

A concentração de professores na Praça do Bocage, em frente à Câmara Municipal, foi organizada por docentes de diversos agrupamentos de escolas de Setúbal - Lima de Freitas, Sebastião da Gama, Luísa Todi e Ordem de Santiago (Bela Vista) -, a que se juntaram alguns alunos de diversos estabelecimentos de ensino, solidários com a luta dos professores.

Na concentração, segundo o sindicalista, participaram também docentes das escolas secundárias não agrupadas D. Manuel Martins, D. João II e da Escola Secundária do Bocage, antigo Liceu de Setúbal.

Mais de 90% dos professores do distrito de Coimbra aderiram à greve

A greve por distritos organizada pela Fenprof e mais sete sindicatos decorreu hoje em Coimbra. Cerca de três mil professores manifestaram o seu descontentamento e os dados dos sindicatos apontam para uma adesão acima dos 90%,

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Os professores estão em greve desde 09 de dezembro para exigir melhores condições de trabalho e salariais, o fim da precariedade, a progressão mais rápida na carreira, e em protesto contra propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento e colocação, que está a ser negociada com os sindicatos do setor.

Atualmente, estão a decorrer três greves distintas convocadas por várias organizações sindicais. A primeira foi uma iniciativa do STOP que, em dezembro, convocou uma paralisação por tempo indeterminado, que os professores têm cumprido de forma parcial, a apenas um tempo de aulas, e para a qual já foram entregues pré-avisos até 31 de janeiro.

No início do 2.º período, o SIPE iniciou uma outra greve parcial, esta ao primeiro tempo de aulas de cada docente, que se deverá prolongar até fevereiro.

Entretanto, na semana passada, arrancou uma greve total que se realiza por distritos durante 18 dias, até 08 de fevereiro, convocada por uma plataforma de sindicatos que incluiu a Fenprof.