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Aumento da violência: polícias vão ter mais gás pimenta e tasers para se defenderem

As agressões a polícias estão a aumentar e o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira, considerou que o Código Penal deveria ter um artigo que contemplasse tais agressões como crime.

(Arquivo)
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Gary Cameron

A PSP vai fornecer aos polícias material de proteção e armamento menos letal, como gás pimenta e tasers, devido ao "aumento da intensidade da violência usada para cometer crimes", nomeadamente com recurso a armas brancas e fogo.

Na comunicação interna, o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Manuel Magina da Silva refere que tem como objetivo "mitigar os riscos dos polícias que diariamente desempenham a sua missão" e a PSP vai continuar "os processos aquisitivos de material de proteção e armamento menos letal com a celeridade possível".

Nesse sentido, o diretor nacional daquela polícia dá conta que já foi iniciada a distribuição de 4.600 novos aerossóis (gás pimenta) de defesa. O diretor nacional indica foi que igualmente iniciado a distribuição de 295 baterias e 1201 cargas reais para as armas ou dispositivos elétricos imobilizantes ou atordoantes, designadas taser.

De acordo com a PSP, este gás pimenta tem características diferentes daquelas que têm sido distribuídas até agora, uma vez que podem ser "usados em todos os ambientes, fechados e abertos, de forma seletiva (sem efeitos colaterais para além dos provocados no visado) e a uma maior distância dos suspeitos, o que permitirá aumentar a segurança dos polícias".

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), Armando Ferreira, disse à Lusa que todas as ferramentas para defender e proteger os polícias são bem-vindas, mar recordou que o sindicato já tinha alertado para a falta de gás pimenta entre os agentes, nomeadamente aqueles que saíram da formação desde 2021.

Formação dos novos polícias

Magina da Silva refere também que a partir do próximo ano a formação dos novos polícias vai ser reestruturada e intensificada nas áreas de capacitação física e técnicas de intervenção policial e medidas de autoproteção de forma "a prevenir as agressões aos polícias e a mitigar os riscos de ocorrência de lesões físicas em terceiros".

Magina da Silva recorda a comunicação interna sobre procedimentos de segurança e autoproteção enviada para todos os polícias em julho de 2020, considerando que esta informação se mantém atual porque se “assiste a um aumento da intensidade da violência usada para cometer crimes graves e violentos, nomeadamente com recurso a armas brancas e de fogo”.