Alcochete e Vendas Novas são as duas soluções mais viáveis para a construção do novo aeroporto, de acordo com o que divulgou a Comissão Técnica Independente.
Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitetos (OA) começou por saudar a comissão por existir uma intenção de localização, mas “queremos pensar para além da localização e as preocupações da OA não foram acauteladas”.
“Primeiro porque a OA não está a acompanhar a comissão, como acontece com a Ordem dos Engenheiros e a dos Economistas, algo que sempre reivindicamos, por um lado, por outro, porque não temos nenhum arquiteto urbanista dentro da comissão e isso foi visível na apresentação e na capacidade de explicar o que está verdadeiramente em causa”, conta o arquiteto.
O que está em causa? Um novo aeroporto implica um projeto arquitetónico que tem de ser pensado
Um projeto desta natureza vai ter grande implicação nas cidades e, de acordo com o arquiteto, foi uma palavra pouco usada no âmbito da apresentação e na apresentação “foi mais pôr um dedo no mapa, do que discutir verdadeiramente as questões que vão implicar um novo aeroporto”.
“Estamos a falar de dois grupos de localizações, uma em Santarém que não parece ser muito bem recebida e depois na margem sul que herda um histórico muito interessante que há 15 anos era dito como jamais e não se sabe as razões”, conta Avelino Oliveira.
Para a Ordem é importante que haja uma decisão consensual, “que junte o maior número de pessoas, mas depois de escolhido [o local] há muito para fazer”.
“Não acho que haja assim tantas diferenças entre Vendas Novas e Alcochete. Admito que Alcochete é uma situação exequível (…), mas é muito importante ser discutido e planeado”, reitera o presidente da Ordem dos Arquitetos.
