A ministra da Administração Interna assegura que o Governo está empenhado em dignificar a carreira das forças de segurança. A garantia foi dada, esta sexta-feira, durante a cerimónia dos 113 anos da Guarda Nacional Republicana (GNR), em Lisboa.
A cerimónia militar quer espelhar a história da GNR, mas a atualidade não podia ficar de fora, numa semana em que se voltou às negociações entre Governo e forças de segurança.
“A par do investimento em equipamentos, formação, especialização e instalações, serão encontradas as respostas necessárias para a dignificação das carreiras e a valorização profissional e remuneratória dos homens e mulheres que servem na guarda. É muito importante que assim seja”, defendeu o tenente-general Rui Veloso, comandante-geral da GNR, no discurso durante a cerimónia.
“Com caráter prioritário, o Governo mantém a intenção de, por um lado, executar o quadro plurianual de investimentos nas forças de segurança - nomeadamente, em meios técnicos, operacionais e em infraestruturas – e, por outro lado – e no topo das prioridades, de promover o investimento nos seus recursos humanos, que passa, forçosamente, pela aposta na dignificação das suas carreiras”, garantiu a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.
A propósito da segurança transfronteiriça, a ministra da Administração Interna mostrou-se preocupada com o processo de extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
“O Governo pretende realizar uma rigorosa avaliação para identificar e corrigir desconformidades legais, falhas operacionais e áreas de conflito de competências”, adiantou.
Margarida Blasco quis ainda aproveitar para sublinhar, com alguma perplexidade, os números do último ano, em que se registaram agressões a 1321 militares e agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP).