O Ministério Público arquivou o inquérito sobre o cerco dos polícias ao Capitólio durante um protesto, em fevereiro. A PSP não conseguiu identificar os promotores da ação.
Como a manifestação em frente ao Capitólio não foi comunicada à polícia nem à Câmara Municipal de Lisboa, o diretor nacional da PSP abriu um inquérito interno, uma vez que podia estar em causa o crime de desobediência qualificada.
Segundo o jornal Público, a procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa arquivou o inquérito sem levar a cabo qualquer diligência, por falta de indícios para identificar os autores do protesto.
"No local não foi possível apurar quem seriam os promotores de tal manifestação. Da mera leitura do auto de denúncia é patente a inexistência de indícios que permitam conduzir à identificação dos autores daquela factualidade, não tendo sido identificado qualquer promotor ou manifestante (...), o que se traduz na impossibilidade prática de diligências de inquérito com vista à sua identificação", refere a procuradora.
O inquérito estava destinado a apurar responsabilidades, depois de milhares de manifestantes das forças de segurança terem cercado o Capitólio, no dia do debate para as eleições legislativas entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro.
