A revolta do sapadores bombeiros é cada vez maior. Agora estão a assistir a uma espécie de jogo de empurra entre câmaras e Governo sobre quem deve resolver os problemas. A Associação de Municípios rejeita responsabilidades e a Ministra da Administração Interna garante que o "Estado não é o patrão" destes profissionais. O sindicato nega que haja negociações em curso e garante que não recebeu qualquer palavra do Governo, depois do protesto que na quarta-feira invadiu a escadaria do Parlamento.
Foram mais de três horas de protesto que não desmobilizou, mesmo depois do pedido do sindicato, que admitiu que a manifestação "seguiu para um caminho que não estava idealizado".
O primeiro-ministro não quis falar sobre os protestos. A reação por parte do Governo chegou pela voz da ministra da Administração Interna.
"São bombeiros cujo patrão não é o Estado, são bombeiros das autarquias", refere.
A Associação de Municípios esclarece que as condições de trabalho em termos de "remuneração, progressão e recrutamento" são fixadas pelo Governo ou pela Assembleia da República.
Apesar do passa responsabilidades, a ministra garante que há negociações em curso, o que o sindicato nega porque garante que não foi apresentado um plano.
Os profissionais exigem uma regularização da tabela salarial, revisão do sistema avaliativo, valorização do subsídio de risco e ainda um suplemento de disponibilidade permanente.
Admitem que caso não haja acordo, tal como aconteceu noutros setores, poderão voltar à rua.
