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Moedas acusa Governo atual e anterior de desvalorizarem segurança em Lisboa

O autarca da capital continua a insistir que é preciso mais esquadras e polícias nas ruas. Há várias operações em curso na cidade, onde o tráfico de droga se tornou uma atividade à vista de todos.

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O presidente da Câmara de Lisboa acusa o atual Governo e o anterior de desvalorizarem a falta de segurança nas ruas da capital. Depois da reportagem da SIC, que dava conta do aumento do tráfico e do consumo de drogas na zona histórica da capital, Carlos Moedas exige reforço policial e avisa que a cidade perdeu 1300 agentes da PSP nos últimos 14 anos.  

Uma operação policial, a meio da manhã, estragou o negócio aos traficantes.Coisa rara, segundo os moradores, em pleno Rossio, onde há muito o tráfico e o consumo deixaram de se esconder. 

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa admite o aumento da insegurança nas ruas e acusa o atual Governo e o anterior de desvalorizarem o que se passa na capital. 

“É evidente que há crimes que estão a ser cometidos até de uma forma mais violenta”, reconheceu, esta terça-feira.

“Eu pedi ao anterior governo e peço a este Governo: é necessário ter mais polícia em Lisboa – e polícia visível. É necessário ter mais esquadras”, declarou Carlos Moedas. 

Nos últimos 14 anos,afirmao autarca, a cidade perdeu centenas de agentes da PSP nas ruas. 

“Em 2010, em Lisboa, havia 8 mil polícias. Hoje, em 2024, são 6700”, disse. “Isto não pode funcionar.” 

Carlos Moedas reitera que apolícia municipal não pode ser apenas uma polícia administrativa e pede reforço de meios. “Tenho 400 polícias municipais e posso ter até 600. Pedi 200”, sublinhou. Aqueles que recebeu, diz, foram apenas 25. “Não chega. 

Os traficantes vão vendendo cocaína e heroína em frente a milhares de turistas e sem receio de serem apanhados. Os moradores desesperam. 

“É um bocadinho assustador e há muitas pessoas que têm medo de passar”, admite uma moradora, que não quer ser identificada. 

Contactada pela SIC, a PSP refere que foram detidas 14 pessoas no centro de Lisboa, por tráfico, e que há várias operações em curso. 

No Largo de São Domingos, no Rossio, um dos principais rostos da capital e agora também do tráfico, o negócio parou, esta terça-feira, mas quem aqui mora receia que nos próximos dias tudo volte ao que era.