A paisagem que rodeia a aldeia pode estar prestes a mudar, mas para já, por aqui, o assunto não é prioritário. A calma do chouto, no concelho da Chamusca, começou a ser interrompida, no verão, quando a elétrica espanhola que ganhou o concurso do centro electroprodutor do pego começou a sondar sem que se soubesse muito bem para quê.
O parque eólico de aranhas prevê a criação de 44 aerogeradores, duas linhas elétricas e uma subestação que permite a ligação à rede. Para instalar será sacrificada uma importante área florestal.
A comissão de avaliação já emitiu parecer favorável, condicionado. A Endesa terá de compensar as árvores abatidas em proporção superior, mas o tempo de repovoar um montado é, seguramente, mais amplo que qualquer projeto.
Este desenho, dois parques eólicos e cinco centrais fotovoltaicas, vai ocupar metade do ponto de injeção do pego. Custará perto de 700 milhões de euros para 100 empregos. O excedente em produção elétrica servirá para produzir hidrogénio verde.
Depois do encerramento do carvão em 2021 que atirou para o desemprego cerca de 150 pessoas. Na região a expetativa é grande. Quanto ao parque de aranhas, a avançar, na melhor das hipóteses, terá obra dentro de 2 anos.
