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Quase 700 pessoas morreram em acidentes de trabalho nos últimos cinco anos

Ainda que os números tenham diminuído em 2024, no conjunto dos últimos cinco anos morreram quase 700 pessoas em acidentes de trabalho. A construção continua a ser o setor onde são registadas mais mortes.

Capacete de obras
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Os números da autoridade para as condições do trabalho revelados esta quarta-feira, pelo jornal Público, mostram que 2024 até foi o ano com menos mortes desde 2020, mas no conjunto dos últimos cinco anos morreram quase 700 pessoas em acidentes de trabalho. 

Um aumento de 49 em relação ao período entre 2015 e 2019 durante o qual foi aprovada e entrou em vigor a estratégia para reduzir em 30% o número de mortes no trabalho.

Com base nos inquéritos já concluídos pela ACT e apesar da redução do número de sinistros, a construção continua a ser o setor com mais mortes. Seguem-se as indústrias transformadoras e a agricultura, setor que registou um aumento de mortes no ano passado. 

Mas pode haver diferenças entre os números reportados pelas várias entidades. A ACT, por exemplo, só contabiliza acidentes que resultem em morte ou lesões graves e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não considera sinistros que ocorram no trajeto para o trabalho.

A falta de formação adequada sobre saúde, higiene e segurança, a escassez de meios de proteção e a insuficiência de inspetores no terreno são apontadas como causas prováveis para a alta sinistralidade.