O embaixador do Irão quis perguntar a André Ventura sobre o papel da diplomacia portuguesa e por eventuais alianças. Não estava era preparado para a resposta.
"Temos de nos envolver num meio de alianças? Sim, mas também temos de ver que alianças tem de estar de acordo com a tradição portuguesa transatlântica. Não gostei de ver o Irão a apoiar a Rússia contra a Ucrânia", disse André Ventura.
"Acho que o Irão tem de dar um salto em matéria de direitos humanos, de defesa das mulheres", acrescentou.
André Ventura quis marcar o almoço-debate pela diferença. A diferença que quer que os portugueses experimentem e para isso "deem-me uma oportunidade" é uma frase que ensaia sempre que pode para levar para a campanha.
"Há muitos que podem ter duvidas de mim. Alguns até podem achar que não tenho a democracia no coração, mas tenho. Se não me derem uma oportunidade, nunca saberão", afirmou
Mas desta vez imediatamente antes da frase-chave da campanha André Ventura sentiu necessidade de dizer que defende a democracia. A explicação veio depois.
"Algum eleitorado pode ter a ideia que uma mudança para o Chega é uma mudança acelerada de mais, que pode por em risco algumas conquistas fundamentais. É verdade que o Chega privilegia a segurança, mas nós temos direitos fundamentais no coração. É bom ter autoridade, os portugueses precisam de autoridade", disse ainda o presidente do Chega.
"Não quero que votem em mim ao engano. Vamos ter leis mais duras e isso vai implicar uma certa tensão social, se vencer", acrescentou.
O aviso está dado, mas para vencer há ainda que superar Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro.
"Há uma encenação para enganar as pessoas sobre o que se pretende e quando se tenta fabricar uma personagem é fraude, é burla", garantiu Ventura
Quanto a entendimentos com Luís Montenegro, André Ventura volta a pedir esclarecimentos antes de qualquer aliança pós-18 de maio e diz que tem o telemóvel disponível.
"Eu não bloqueio o número de ninguém, nem dos meus haters", disse.