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Há cada vez mais utentes sem médico de família, mas 30% das vagas ficaram por preencher

A situação ainda pode piorar, uma vez que há médicos candidatos que podem desistir se não ficarem colocados no centro de saúde que escolheram.

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30% das vagas do concurso para contratar médicos de família ficaram desertas. Ainda há candidatos que podem desistir se não ficarem colocados no centro de saúde que escolheram. Em abril, havia mais de 1 milhão e 600 mil utentes sem médico de família, um número superior ao ano passado.

No melhor dos cenários, em julho, mais 556 mil utentes podem ter médico de família atribuído.

O Jornal de Notícias revela os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Das 585 vagas abertas no concurso, apenas 412 foram preenchidas, ou seja, 30% ficaram desertas.

Mas é improvável que todos os médicos de família que concorreram assinem contrato com o SNS porque a decisão vai depender do centro de saúde onde ficaram colocados.

A estimativa das associações é que o número de desistências seja elevado.

Em abril, havia mais de 1 milhão e 600 mil utentes sem médico de família, mais 67 mil do que no mesmo mês do ano anterior.

O Sul e Lisboa e Vale do Tejo continuam a ser as regiões onde é mais difícil colocar e reter estes profissionais.

Por ano, são formados perto de 500 especialistas em Medicina Geral e Familiar. Um parte considerável emigra ou opta por fazer carreira no setor privado.