O número de carteiristas detidos pela Polícia de Segurança Pública (PSP) em Lisboa continua a crescer depois de ter duplicado, no ano passado. Os roubos são coordenados por redes internacionais que atuam em várias cidades europeias. Quando são apanhados e detidos, muitas vezes, os carteiristas mudam-se para outro país.
As redes são compostas, maioritariamente, por mulheres, a maioria estrangeiras, da Roménia. Aproveitam os momentos em que as vítimas, quase sempre turistas, estão mais distraídas. As escadas são os pontos favoritos dos carteiristas.
Os criminosos procuram sobretudo, dinheiro físico, mas há uma nova vaga de carteiristas que procuram cartões multibanco.
Na semana passada, a PSP apanhou cinco carteiristas, em Belém, que tinham no carro de apoio um computador e um equipamento para clonar cartões. O juiz decretou prisão preventiva para todos os suspeitos, uma medida de coação pouco frequente nestes casos.
A PSP, que tem uma equipa especializada neste tipo de criminalidade, faz detenções diariamente. No ano passado, apanhou cerca de 150 pessoas - o dobro do ano anterior.
O prejuízo está na casa dos milhões de euros.
