Os quatro portugueses detidos na quarta-feira à noite por Israel, quando estavam a bordo das embarcações da flotilha humanitária de ajuda a Gaza, já chegaram a Lisboa onde foram recebidos por uma multidão de apoio.
Os ativistas partiram esta tarde de Tel Aviv num voo com escala em Madrid que chegou pelas 20h21 à capital espanhola e, já num voo da TAP, chegaram à capital portuguesa pelas 22h35.
À espera de Mariana Mortágua, Diogo Chaves, Sofia Aparício e Miguel Duarte estão não só a família, mas também uma multidão com dezenas de apoiantes pró-Palestina que envergam bandeiras da Palestina, cartazes - com palavras de ordem como "Libertem a Palestina" e "Obrigado Marina, Sofia, Diogo e Miguel por nos representarem" - e o lenço tradicional palestino, conhecido como Kufiya, Keffiyeh ou Hatta.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves estavam detidos, em Israel, desde a noite de quarta para quinta-feira passada, quando as forças israelitas intercetaram as cerca de 50 embarcações da Flotilha Global Sumud, que pretendia entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Presentes estão também antigos e atuais dirigentes do Bloco de Esquerda como Francisco Louçã, Catarina Martins, Luís Fazenda, Jorge Costa e outros.
Primeiras declarações de Mortágua no aeroporto de Madrid
À chegada a Madrid, a deputada bloquista disse à correspondente da SIC Notícias, Belén Rodrigo, que as forças israelitas "inventaram um crime", mas que os ativistas nunca admitiram.

Os portugueses chegaram a Madrid integrados num grupo de 29 ativistas: quatro portugueses, 21 espanhóis e quatro holandeses. Em representação do Governo, os ativistas foram recebidos em Lisboa pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Os cidadãos portugueses, juntamente com mais de 450 ativistas de várias nacionalidades, foram levados pelas autoridades israelitas para um centro de detenção no deserto de Neguev, no sul de Israel, após as embarcações terem sido intercetadas pela Marinha israelita em alto mar.
Sorrisos, abraços e braços no ar à chegada a Madrid
os quatro ativistas foram recebidos em Madrid com abraços e demonstraram-se de sorrisos no rosto após jornada.
"Alguns estão pior, outros melhor", indica porta-voz da flotilha
Juliana García, porta-voz da Flotilha Global Sumud esta noite, afirma que os familiares foram contactados para organizar repatriamento e que há "uns [ativistas] que estão pior, outros melhor".
"Sabemos que alguns estão pior, outros melhor, e o importante é que conseguimos organizar de uma forma muito urgente, um grupo de acolhimento a diferentes níveis, carros, uma equipa sanitária, temos comida, temos água, temos sanduíches", indica.

Minutos antes da chegada a Madrid, BE ainda não tinha falado com os ativistas
Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, revelou à SIC Notícias que, minutos antes da aterragem dos ativistas portugueses em Madrid, ainda não tinha sido possível estabelecer qualquer contacto com os mesmos.

"A única comunicação que nos chegou foi a nota, entretanto divulgada também à comunicação social, de Mariana Mortágua e de Sofia Aparício, em que deram conta das condições degradantes em que tiveram submetidas durante a detenção", salientou à SIC Notícias.
