No ano passado, 157 crianças e jovens que viveram experiências de adoção ou integração em famílias, regressaram às instituições do Estado, revela o Relatório CASA de 2024.
Esta centena e meia de crianças e jovens regressa ao sistema de acolhimento depois de ter sido integrada em famílias biológicas, adotivas ou de acolhimento.
Este número compreende 14 bebés e crianças até aos cinco anos e com 12 ou mais anos.
O fenómeno não é invulgar e Portugal tem lugar destacado num ranking pouco lisonjeiro. Era, em 2023, o país com mais crianças institucionalizadas entre 42 países da Europa e Ásia Central.
A falta de acompanhamento profissional e especializado, das famílias biológicas, adotivas ou de acolhimento, é uma das inúmeras razões.
O Relatório CASA, segundo o jornal Público, revela que, no ano passado, entraram 2.151 novas crianças no sistema e que, no total, estiveram acolhidas 6.349.
Os especialistas sublinham que a soma de rejeições pode ter impacto emocional duradouro e pedem, por isso, mais recursos para estes processos de reunificação.