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Filha de José Manuel Anes terá confessado nas redes sociais tentativa de homicídio

Ana Anes é a principal suspeita da tentativa de homicídio de José Manuel Anes. Ao longo da tarde, fez várias publicações nas redes sociais a descrever o que terá feito ao pai, que deu entrada no Hospital de S. José em estado grave após ter sido esfaqueado.

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A filha de José Manuel Anes, a principal suspeita da tentativa de homicídio do antigo presidente do Observatório de Segurança, criminalidade e Terrorismo (OSCOT), terá confessado o crime nas redes sociais.

A descrição foi feita nas contas de Instagram e Facebook por Ana Anes, que se identifica como Ana Rawson, ao longo da tarde de segunda-feira. Numa das publicações, a mulher escreve:

"Acho que deixei o meu pai sem olhos. Mas devem ouvir dizer que morreu pacificamente. A Mossad sabe limpar cenas."

Nas várias publicações antes de ser detida, faz referência a teorias da conspiração sobre a Mossad, agência de inteligência de Israel, e o acidente de Camarate, acusando o pai de ter fabricado uma "bomba" que matou o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro no desastre aéreo e ameaça "visitar o idiota do João Anes".

Noutra publicação, descreve que entrou na casa da Carla Pinheiro "ao fim de quatro anos" e que o "paizinho estava on fire". Ana, que sugere estar a "impedir um golpe de Estado sozinha", escreve que a dentadura e um olho "voaram".

"Entre mordidelas e arranhões (...) lá disse que tinha uma fortuna paga ao longo dos anos pela #Mossad numa conta em nome da #carlapinheiro", escreve.

José Manuel Anes foi esfaqueado em casa na segunda-feira. Deu entrada em estado grave no Hospital S. José, em Lisboa, por volta das 14:50, com ferimentos no abdómen, mãos e pernas e hematomas nos olhos provocados por dedos. Apesar dos ferimentos, está livre de perigo, adianta o jornal Expresso.

Ana Anes, a principal suspeita pela tentativa de homicídio de José Manuel Anes, foi detida e está sob custódia da Polícia Judiciária.

Aos 81 anos, José Manuel Anes é professor universitário e um dos mais importantes criminalistas nacionais. Licenciado em Química e doutorado em Antropologia Social, é membro de diversos organismos ligados à segurança e criminalidade. Membro assumido da maçonaria, já foi grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal. Foi fundador do OSCOT, em 2006.