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Onda de tráfico: a guerra no mar que Portugal trava todos os dias contra os traficantes de droga

Em Portugal, as autoridades concentram esforços na vigilância da costa algarvia, onde a Polícia Marítima e os Fuzileiros realizam perseguições de alta velocidade a lanchas carregadas de droga.

Combate ao tráfico de droga também acontece em alto-mar, em operações nas quais unem forças a Marinha, a Força Aérea e a Polícia Judiciária, responsável pelas investigações
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As redes de tráfico de droga são verdadeiras multinacionais do crime, com recursos financeiros elevados e tecnologia de ponta. Em Portugal, as autoridades estão especialmente atentas à ação destes grupos na costa algarvia.

As imagens mostram a Polícia Marítima e os Fuzileiros em ação. Perseguem a alta velocidade uma lancha carregada de fardos de droga e jerricãs de combustível. Enfrentam o mar e a resistência dos traficantes, que só dura até à abordagem à embarcação.

Confrontados pelo braço armado das autoridades portuguesas, os suspeitos rendem-se sem violência. Mas nem sempre é assim. As lanchas dos traficantes, por vezes, sofrem danos depois de serem usadas intencionalmente como arma para tentar atingir os motores das autoridades.

Mesmo com apreensões e carga lançada ao mar, o negócio continua a compensar. Uma tonelada de haxixe ronda os quatro milhões de euros, mas o lucro pode ser muito superior depois de a droga ser cortada e vendida até chegar ao consumidor final.

Espanha proíbe a posse e o uso privado de lanchas rápidas

Espanha tem, desde 2018, uma lei que proíbe a posse e o uso privado de lanchas rápidas com mais de oito metros e motores acima dos 204 cavalos.

As imagens que se seguem correspondem a uma perseguição da Guardia Civil a uma lancha rápida, em Cádis. O barco-patrulha foi abalroado quando os polícias se preparavam para identificar os ocupantes de seis lanchas rápidas.

Os traficantes tinham-se refugiado num porto da cidade espanhola devido a uma tempestade. O ataque resultou na morte de dois agentes, feriu outros dois e acabou filmado por pessoas que se foram juntando ao longo do cais.

Nessa altura, os risos e gritos de apoio aos traficantes fizeram-se ouvir, uma reação que provocou revolta, sobretudo quando oito suspeitos foram detidos pela morte dos agentes.

Depois dos funerais, a operação começou a ser questionada, sobretudo pela comparação de meios. Os polícias saíram para o mar num bote de cinco metros, com um motor de 80 cavalos. A lancha dos traficantes era três vezes maior e tinha quatro motores, cada um com uma potência de 300 cavalos.