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Família da grávida que morreu no Amadora-Sintra apresenta queixa-crime contra ministra

A família da grávida que morreu no hospital Amadora Sintra acusa Ana Paula Martins de ter dado informações falsas sobre a vítima e exige um pedido de desculpas. 

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A família da grávida que morreu depois de ter sido mandada para casa no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, conhecido como Amadora-Sintra, vai apresentar uma queixa-crime contra a ministra e apela ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que demita Ana Paula Martins.  

Desvalorizou completamente a culpa dela, não pediu desculpa, não lhe interessa pedir desculpa pelas declarações dela, culpabiliza completamente o hospital pela ausência de informação, não toma nenhuma responsabilidade pelo que disse”, afirma Paloma Mendes, amiga da família. 

A cada palavra da ministra proferida, foi crescendo a indignação da família que esperava um pedido de desculpas que nunca chegou. 

Sem mais informações, mas sempre com o olhar atento na antena da SIC, Paloma Mendes critica Ana Paula Martins por ter afastado responsabilidades políticas neste caso e noutros. 

Na Assembleia da República, a ministra garantiu que a vítima, natural da Guiné-Bissau, estava em Portugal apenas em turismo de saúde e que só começou a ser seguida a partir das 38 semanas de gravidez. 

Os documentos desmentiram Ana Paula Martins. Afinal a mulher residia no país há pelo menos um ano. Desde 14 de julho que era acompanhada no Serviço Nacional de Saúde. uma falha que, diz agora ministra, tem afinal apenas um rosto: o "senhor presidente do conselho de administração do Amadora-Sintra".

Família e amigos vão apresentar um processo-crime contra a ministra da saúde, mas queixam-se também do primeiro-ministro. Dizem que Montenegro desvaloriza os atuais problemas no serviço de obstetrícia e apelam à demissão. 

Uma demissão seria o mais certo a fazer”, sublinha Paloma Mendes. 

Umo Cani, a vítima de 36 anos, morreu na madrugada de sexta-feira, um dia depois de ter sido mandada para casa pelo hospital. 

Estava referenciada com elevado risco obstétrico, mas a família diz que nunca teve esse acompanhamento. O bebé também não resistiu.

O Ministério Público está a investigar.