Os pedidos de asilo dispararam mais de 150% de 2023 para 2024 e, no ano passado, Portugal bateu um novo recorde com a entrada de 204 menores estrangeiros que chegaram sozinhos ao país.
Os dados são do último relatório da Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA), citados pelo Jornal de Notícias desta quarta-feira, que avança com números de 2025. Até outubro deste ano, foram reportados cerca de 60 casos.
Ao abrigo da lei do asilo, a AIMA tem de comunicar cada pedido ao tribunal competente para garantir a proteção e acolhimento adequado do menor não acompanhado que é entrevistado e pode ser sujeito a exame pericial não invasivo, em situações de dúvida sobre a idade.
O aumento de jovens migrantes, que chegam sozinhos ao país, implica uma maior capacidade de resposta das entidades que acolhem os menores como a instituição "Aldeias de Crianças SOS" que, em declarações ao JN, diz que são migrantes que vêm à procura de melhores condições de vida, numa difícil decisão muitas vezes tomada com o apoio das respetivas famílias.
Os menores que chegaram a Portugal no ano passado têm entre os 15 e os 17 anos. A grande maioria é natural de países africanos, com a Gâmbia a liderar a lista, seguida do Senegal, Guiné e Mali.
