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Nova defesa de Sócrates pede cinco meses e meio para consultar processo

O pedido surge numa altura em que há risco de prescrição de alguns dos crimes de que o antigo primeiro-ministro é acusado. Poderão prescrever, no primeiro semestre de 2026, os crimes de corrupção imputados a José Sócrates pelo financiamento da CGD a Vale do Lobo.

Nova defesa de Sócrates pede cinco meses e meio para consultar processo
FILIPE AMORIM / LUSA

A SIC sabe que a nova defesa de José Sócrates pediu cinco meses e meio para consultar o processo. O antigo primeiro-ministro é, a partir de agora, representado pelo advogado José Preto.

Recorde-se que os crimes de corrupção imputados a José Sócrates e a outros três arguidos, pelo financiamento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) a Vale do Lobo, poderão prescrever no primeiro semestre de 2026.

O alerta foi dado pelo próprio tribunal. Num despacho emitido há duas semanas, quando suspendeu até pelo menos 4 de dezembro o julgamento da Operação Marquês para que José Sócrates pudesse nomear um novo advogado, a presidente do coletivo de juízes, Susana Seca, alertou que há o "risco de prescrição de crimes a breve trecho".

Via Conselho Superior da Magistratura, o tribunal esclarecu que "os crimes cuja prescrição poderá ocorrer durante o primeiro semestre de 2026 são os de corrupção ativa e passiva associados" ao capítulo da acusação sobre o grupo Vale do Lobo e os financiamentos concedidos pela CGD.

Quem é o novo advogado de Sócrates?

A SIC confirmou que José Preto foi o novo nome escolhido para representar José Sócrates em tribunal. O advogado é conhecido por já ter defendido outras personalidades envolvidas em casos de Justiça mediáticos, como o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho.

Delille, que representava o antigo primeiro-ministro há vários anos na Operação Marquês, alegou renunciar por "razões ideológicas", dizendo que recusava participar naquilo a que chamou um "simulacro de julgamento", após divergências com a juíza Susana Seca.