A SIC sabe que a nova defesa de José Sócrates pediu cinco meses e meio para consultar o processo. O antigo primeiro-ministro é, a partir de agora, representado pelo advogado José Preto.
Recorde-se que os crimes de corrupção imputados a José Sócrates e a outros três arguidos, pelo financiamento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) a Vale do Lobo, poderão prescrever no primeiro semestre de 2026.
O alerta foi dado pelo próprio tribunal. Num despacho emitido há duas semanas, quando suspendeu até pelo menos 4 de dezembro o julgamento da Operação Marquês para que José Sócrates pudesse nomear um novo advogado, a presidente do coletivo de juízes, Susana Seca, alertou que há o "risco de prescrição de crimes a breve trecho".
Via Conselho Superior da Magistratura, o tribunal esclarecu que "os crimes cuja prescrição poderá ocorrer durante o primeiro semestre de 2026 são os de corrupção ativa e passiva associados" ao capítulo da acusação sobre o grupo Vale do Lobo e os financiamentos concedidos pela CGD.
Quem é o novo advogado de Sócrates?
A SIC confirmou que José Preto foi o novo nome escolhido para representar José Sócrates em tribunal. O advogado é conhecido por já ter defendido outras personalidades envolvidas em casos de Justiça mediáticos, como o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho.
José Sócrates era, até esta altura, representado por José Ramos, um advogado oficioso – que o antigo primeiro-ministro rejeitou -, depois de o seu anterior advogado, Pedro Delille, ter renunciado.
Delille, que representava o antigo primeiro-ministro há vários anos na Operação Marquês, alegou renunciar por "razões ideológicas", dizendo que recusava participar naquilo a que chamou um "simulacro de julgamento", após divergências com a juíza Susana Seca.
