José Sócrates enviou uma carta ao Procurador-Geral da República, na qual denuncia "a forte suspeita" de que o Correio da Manhã "recebe informações das autoridades penais" sobre a sua vida privada.
Na mensagem, o antigo primeiro-ministro explica que, ao chegar ao aeroporto de Lisboa, foi abordado pelo órgão de comunicação social sobre a vida privada, "mostrando um conhecimento exato das viagens" que fez nas semanas anteriores.
O ex-primeiro-ministro sublinha que sempre cumpriu as obrigações legais resultantes do termo de identidade e residência, de modo a não comunicar ao tribunal para onde viaja.
“Tenho a forte suspeita de que esta estação recebe informações das autoridades penais com o objetivo evidente de devassar a vida dos cidadãos que são especialmente visados por essa instituição”, lê-se na carta.
O ex-primeiro-ministro acrescenta estar "absolutamente convencido que é o próprio Ministério Público a dar estas informações" e, por isso, apresenta queixa contra incertos pelo crime de devassa da vida privada, apontado como principais suspeitos os procuradores ligados ao Processo Marquês.

