Um protesto contra uma proposta de lei que limita o acesso à assistência pessoal de pessoas com deficiência juntou dezenas de pessoas à frente da escadaria da Assembleia da República.
Em pleno debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2026, mesmo à frente da Assembleia da República, juntaram-se dezenas de pessoas em protesto.
Exigem o recuo numa proposta de lei da AD que dificulta o acesso de pessoas com deficiência a assistentes pessoais com a criação de escalões de comparticipação baseados nos rendimentos.
Para se fazerem ouvir, evocam a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
"Sentimos que não somos considerados cidadãos de primeira. Não temos equidade no acesso às cidades, não temos forma de nos levantar da cama, não temos forma de exercer a nossa cidadania, não temos uma escola inclusiva, não temos transportes públicos que nos permitam ir e vir. Estamos aqui para dizer basta", afirma Diana Santos, presidente do Centro de Vida Independente.
Além da sociedade civil, estiveram presentes na concentração representantes do PAN, Livre e Bloco de Esquerda.
Na sequência dos apelos, foi marcada uma reunião do Centro de Vida Independente com a secretária de Estado da inclusão.
