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Desaparecimento de bebés: houve vários casos nos últimos anos

Esta semana, um bebé que desapareceu do Hospital de Gaia foi entregue num posto da GNR. Mas este não é caso único nos últimos anos em Portugal. Em 2019, uma mulher vestiu a bata para tentar raptar um recém nascido no São João. Em 2008, no Padre Américo, um rapto foi mesmo consumado.

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O desaparecimento da bebé do Hospital de Gaia está longe de ser caso único em Portugal. Nos últimos 25 anos houve vários outros casos, que recordamos agora.

3 de fevereiro de 2019. Uma mulher de 48 anos tentou raptar uma recém-nascida no Hospital de São João, no Porto, depois de ter simulado uma gravidez, para tentar reconquistar o ex-namorado.

Durante vários dias estudou as rotinas do serviço de obstetrícia e, num sábado, ao final da tarde, entrou numa das enfermarias com bata branca e estetoscópio ao pescoço e tentou levar uma bebé, mas foi travada pelo pai da criança, que desconfiou e a reteve até chegar a PSP.

Neste caso, a bebé nunca chegou a sair das instalações do hospital, mas anos antes, em 2008, o rapto de um recém-nascido do Hospital Padre Américo, em Penafiel, foi mesmo consumado.

No dia 14 de junho de 2008, Simone fez-se passar por enfermeira e levou um bebé para casa, em Lousada, onde vivia com o companheiro. Durou pouco a ilusão: foi localizada umas horas depois e a criança foi devolvida à família.

Dois anos antes, no mesmo hospital, um caso semelhante não teve um desfecho tão rápido.

Andreia Elisabete viveu 13 meses como Joana, com uma família que não era a sua. Tinha sido levada em fevereiro de 2006 por uma mulher que entrou no Padre Américo, deixou uma identificação, levantou um cartão de visita e aproveitou a ausência da mãe, que tinha saído para jantar, para esconder a criança num saco.

Depois de meses a simular uma gravidez, apresentou ao companheiro a bebé como sendo filha de ambos. Um ano mais tarde, uma cunhada denunciou-a na PSP de Valongo. Foi detida e julgada.

Foi depois deste caso que vários hospitais do país implementaram as pulseiras eletrónicas como medida de segurança.

Antes, em 2002, mais um caso mediático terminava com um final feliz.