A bebé de quatro meses que regressou na quinta-feira ao final da tarde ao hospital de Gaia, após ser entregue na GNR dos Carvalhos, já se encontra numa instituição. Mas, esta manhã, a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) informa que abriu um inquérito.
“Na sequência de notícias divulgadas por órgãos de comunicação social, no dia 4 de dezembro de 2025, relativas à retirada de um bebé de quatro meses pela mãe do internamento de pediatria do Hospital Eduardo Santos Silva, integrado na Unidade Local de Saúde de Gaia / Espinho, E.P.E., contornando as medidas de segurança, foi instaurado, por despacho do Inspetor-geral de 4 de dezembro de 2025, um processo de inspeção”.
Mais refere a IGAS, o objetivo deste “processo de inspeção” é “avaliar os mecanismos de segurança naquela unidade hospitalar”.
Pulseira intacta gera várias questões
O caso, agora sob investigação, reporta-se à última quarta-feira, dia 3 de dezembro. Uma bebé de 4 meses foi retirada pela mãe do internamento de Pediatria do hospital de Gaia, contornando as medidas de segurança.
A mãe retirou a filha do hospital durante a tarde, "após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento" ainda durante o dia de quarta-feira, referiu fonte hospitalar, acrescentando que a ULSGE tinha um inquérito interno.
O caso foi avançado pelo Jornal de Notícias (JN), que referiu que o hospital comunicou o desaparecimento da bebé à PSP e ao tribunal.
A bebé regressou, ao final da tarde desta quinta-feira, ao hospital de Gaia, após ser entregue na GNR dos Carvalhos, e já se encontra numa instituição.
O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho, Luís Matos, disse na quinta-feira estar a "avaliar tudo o que se passou" no caso da mãe que retirou a bebé do internamento.
"Nós vamos avaliar tudo, vamos avaliar o sistema das pulseiras, vamos avaliar como é que foi possível ela ter sido retirada e vamos fazer os testes todos que pudermos", garantiu Luís Matos aos jornalistas.
A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto, onde a criança estava internada.
"Temos de retirar daqui uma aprendizagem para que isto não se repita, isto não pode voltar a acontecer, nós não vamos deixar que isto volte a acontecer e, por isso, vamos retirar daqui todos os ensinamentos", referiu.
Luís Matos insistiu que o hospital, no distrito do Porto, está a avaliar tudo aquilo que se passou e como é que a mãe conseguiu tirar a pulseira da bebé.