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Número de estrangeiros em Portugal quadruplicou nos últimos sete anos

Representam agora 9,8% da população residente no país e cerca de 90% dos que estão em idade ativa estão a trabalhar. A conclusão é de um estudo da Pordata, quando se assinala o Dia Internacional das Migrações.

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O número de estrangeiros quadruplicou nos últimos sete anos. Um estudo da Portada mostra que são agora mais de 1,5 milhões e que o Brasil continua a ter a maior comunidade. Revela ainda que quase 90% dos residentes estrangeiros em idade ativa estão a trabalhar.

Dos 1.543.697 estrangeiros a residir em Portugal, no final de 2024, 71% tinha título de residência, mas 25% ainda aguardava a emissão ou renovação do documento. Os restantes, cerca de 70 mil, estavam noutras situações.

No total, representam 9,8% da população residente - um valor ligeiramente acima da média da União Europeia.

“O país começou a mostrar evidências de necessidade de mão-de-obra. E começaram a chegar pessoas de determinados países, que depois começaram a passar a palavra de que, de facto, havia aqui trabalho”, explica Luísa Loura, diretora da Pordata.

A Índia é já o segundo país mais representado, numa lista que o Brasil lidera e com destaque, mas as origens são diversas e implicam um esforço de integração que nem sempre é fácil.

Quase 90% tem emprego

Há um dado positivo: da população estrangeira ativa, quase 90% tem emprego - ainda que haja diferenças entre homens e mulheres.

“Entre os homens, 95% estão no mercado de trabalho. Vêm para trabalhar”, assegura a diretora da Pordata.

Apesar de integrados, no mercado de trabalho, quase 30% dos estrangeiros enfrenta risco de pobreza ou exclusão social, 10 pontos acima da realidade portuguesa - mas melhor do que a média europeia.

No ano passado, foi atribuída a nacionalidade portuguesa a mais de 20.600 residentes, uma subida de 21% em relação a 2023. O principal motivo é residirem em Portugal há mais de seis anos.

Estas são algumas das conclusões do estudo da Pordata para assinalar o dia internacional dos migrantes, celebrado esta quinta-feira. Para cautelar uma transformação demográfica em curso, com implicações sociais, económicas e políticas.