O comandante nacional Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) voltou esta quarta-feira a admitir que se registaram "várias falhas do SIRESP", sublinhando que não existem "sistemas infalíveis".
Mário Silvestre respondia às declarações da vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que disse ter recebido relatos de falhas no SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] em Leiria e Castelo Branco durante a passagem da depressão Kristin.
Já no dia 30 de janeiro o comandante nacional tinha admitido falhas pontuais na rede SIRESP, mas na ocasião disse que foram colmatadas com o recurso a estações móveis.
Também no dia 30 o Governo anunciou que a empresa que gere o SIRESP vai receber este ano uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e manutenção da rede de comunicações de emergência e segurança do Estado.
O Conselho de Ministros aprovou no dia 29 de janeiro uma resolução que "atribui uma indemnização compensatória à SIRESP -- Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência, S. A., no montante de 26 milhões de euros. A compensação visa garantir a continuidade da gestão, operação e manutenção da rede SIRESP".
Esta indemnização compensatória tem um valor idêntico ao atribuído em anos anteriores à Siresp SA.
O valor foi atribuído numa altura em que há várias queixas, nomeadamente do autarca da Batalha (distrito de Leiria), que o SIRESP deixou de funcionar na quarta-feira com a passagem da depressão Kristin.
O Governo, através do secretário de Estado da Proteção Covil, admitiu falhas, mas garantiu que a rede SIRESP "funcionou na generalidade" e, muitas vezes, foi "o único meio de comunicação".
Com Lusa

