O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, afirmoa, em conferência de imprensa, que Portugal ainda não esgotou os seus recursos para combater os efeitos da depressão Kristin, rejeitando a necessidade de acionar o Mecanismo da União Europeia (UE).
"Não temos nenhuma razão até agora para ponderar [acionar o mecanismo] porque temos de ser específicos. O mecanismo tem regras de acionamento, tem equipamentos específicos. Neste momento, todas as situações que nos foram solicitadas foram correspondidas e, portanto, neste momento não temos nenhum meio para dizer à União Europeia "nós precisamos desta tipologia ou daquela" porque isso não tem estado a acontecer."
Aponta, ainda assim, que o Mecanismo Europeu, "de alguma forma, já foi ativado através do Copernicus", o programa de observação da Terra da UE.
Na passada quarta-feira, dia 28, Portugal ativou o serviço europeu Copernicus de forma a recolher imagens via satélite das zonas afetadas pela depressão que causou avultados estragos em vários pontos do território continental.
Devido ao "bom trabalho" que tem vindo a ser feito no controlo dos caudais das barragens, Manuel Moura diz que há razões para estar "ligeiramente otimista" relativamente aos que está por vir.
Garante ainda que a resposta da Proteção Civil ao longo da última semana esteve "ao mais alto nível":
"Estamos a corresponder àquilo que nos é solicitado. A quadrícula dos nossos comandantes e segundos-comandantes regionais e sub-regionais tem feito um trabalho hercúleo, bem como os mais de 40.000 operacionais e técnicos que estão envolvidos."
Recusa responder sobre a atuação do SIRESP e remete explicações para a empresa que gere este serviço, lembrando que "é uma rede que está suportada na rede elétrica".
"Portanto, havendo problemas na rede elétrica, naturalmente temos o colapso do SIRESP", acrescenta.