Justiça

Caso Gijón: psiquiatra pode ser a chave para a conclusão do processo, diz advogado dos 4 portugueses

No norte de Espanha, continua o julgamento dos quatro portugueses, acusados de violarem duas jovens, no verão de 2021. O advogado dos portugueses que começaram na quarta-feira a ser julgados insiste na inocência dos arguidos e sublinha que o psiquiatra que vai ser chamado a depor pode ser a chave para a conclusão do processo.

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No norte de Espanha, em Gijón, continua esta quinta-feira o julgamento dos quatro portugueses acusados de violarem duas jovens no verão de 2021. A sessão está a decorrer à porta fechada, mas sabe-se que, por volta do meio-dia, já dois dos acusados tinham prestado declarações.

Ficam, assim, a faltar mais dois e, depois, será um compasso de espera para se perceber quando é que irá terminar esta ação, uma vez que ainda há espaço para as s últimas conclusões de ambas as partes- Ministério Público, acusação e defesa - e só com tudo concluído é que o julgamento será dado por determinado.

Não se sabe, ainda, se os quatro portugueses irão prestar declarações à saída, mas, como avança a jornalista da SIC no local, a expectativa é que se mantenham em silêncio à semelhança do que têm feito nestes últimos dois dias.

Esta quinta-feira vão ser também ouvidas testemunhas importantes no processo: peritos forenses, técnicas do centro de Apoio a vítimas de violação - que as duas jovens recorreram- e ainda psiquiatras, um deles que será testemunha de defesa.

O advogado dos portugueses insiste na inocência dos arguidos e sublinha que este psiquiatra que vai ser chamado a depor pode ser a chave para a conclusão do processo.

"Entendemos que é muito importante, porque dará ao tribunal, não uma certeza de veracidade, mas uma certeza de credibilidade que é uma nuance importante. O índice de credibilidade, repito, do nossos clientes que têm uma prova muito mais forte, muito mais sólida, do que o relatório de um órgão político como o Departamento de Igualdade do Principado, que nos fornece relatórios de profissionais, mas sem qualquer base probatória maior, pelo que entendemos que, neste aspeto, apresentamos provas mais sólidas", disse o advogado de defesa.

Poderá demorar alguns meses até que haja uma decisão. Os quatro portugueses poderão voltar a Braga, visto que a decisão será comunicada ao advogado de defesa, no entanto, continuam sem poder sair da Península Ibérica