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Caso Gijón. Uma queixa de violação em grupo e quatro jovens que se dizem inocentes

Carlos Carvalho

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António Soares

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Desde 2016, já foram apresentadas 211 queixas por violação em grupo em Espanha.

Escolheram Espanha como destino de férias e Gijón nas Astúrias era a última paragem antes do regresso a Portugal. São naturais do distrito de Braga e têm idades entre os 22 e os 26 anos. Não têm antecedentes criminais.

No passado dia 23 de Julho foram acusados de agressão e violação por duas jovens espanholas. Dois dos jovens portugueses e as duas espanholas, uma asturiana e uma basca, conheceram-se junto à Marina de Gijón.

Conversaram e após algum tempo dirigiram-se juntos para o apartamento alugado pelos portugueses. A meio do caminho, ao grupo, juntaram-se os outros dois jovens. Entraram todos no número 16 da Calle Pedro Duro. O que aconteceu lá dentro, só os 6 poderão contar.

Os portugueses afirmam que tudo foi consentido do início ao fim e contradizem assim a versão das jovens espanholas. A defesa garante ter várias provas da inocência dos jovens como um vídeo e mensagens trocadas.

Dois portugueses saíram em liberdade proibidos de contactar com as vítimas. Os outros dois estão em prisão preventiva no centro penitenciário das Astúrias em Villabona. O advogado dos portugueses já avançou com recurso e pediu liberdade para os dois com pagamento de fiança.

A resposta só deverá chegar entre agosto e setembro. Caso seja negativa, o novo recurso para instâncias superiores será a pedir a transferência dos jovens para uma prisão em Portugal. O julgamento, dos quatro, só deverá começar a meio de 2022.

Para os espanhóis, o tema da violação em grupo conhecida como "Manadas" é muito sensível. Desde 2016, foram apresentadas 211 queixas deste género no país.

Em setembro, vai a votos no Parlamento uma nova lei para acabar com a distinção entre abuso sexual e violação.

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