Justiça

Adiado julgamento para decidir se Ventura retira cartazes polémicos

Este julgamento terá uma sessão única e o tribunal vai ouvir as testemunhas chamadas pelas duas partes - pelo líder do Chega e pelos seis membros da comunidade cigana que decidiram avançar com esta ação especial de tutela de personalidade.

Adiado julgamento para decidir se Ventura retira cartazes polémicos
JOSE SENA GOULAO | Lusa

O julgamento para decidir se André Ventura será obrigado a retirar os cartazes que fazem referência à comunidade cigana foi adiado, a pedido do líder do Chega, por causa da votação do Orçamento do Estado.

A sessão estava marcada para esta quinta-feira, mas André Ventura pediu esta semana o adiamento.

O tribunal considerou que o líder do Chega vai estar “impedido no exercício das suas funções de deputado da Assembleia da República”.

A data da sessão não está, por isso, ainda decidida. O tribunal pediu aos advogados que indiquem se estão disponíveis nos dias 16 e 18 de dezembro.

A ação em causa, entregue no início deste mês, foi escrita pelo advogado Ricardo Sá Fernandes e pretende também que André Ventura seja obrigado a pagar uma multa de cinco mil euros por cada dia de atraso ou por cartazes que venham a ser colocados e que tenham semelhante conteúdo.

Nos cartazes que foram colocados pelo Chega em vários locais, incluindo na Moita, Montijo e Palmela, lê-se a seguinte frase, que está acompanhada pela fotografia de André Ventura, na qualidade de candidato a Presidente da República: “Os ciganos têm de cumprir a lei”.

Para os autores da ação, os cartazes “passam a mensagem de que os ciganos não cumprem a lei”, o que “estigmatiza e humilha o povo cigano no seu todo”.

A mensagem que consta nos cartazes “ofende a integridade moral e o direito à dignidade” dos visados, consideraram ainda os autores da ação, que acrescentaram que “André Ventura não se pode refugiar na liberdade de expressão”.

Com Lusa

[Nota: artigo atualizado às 09h00 para corrigir informação de que o julgamento seria esta quinta-feira]