Luís Montenegro recusa esclarecer se entregou todos os documentos pedidos pelo Ministério Público para a averiguação preventiva à empresa familiar Spinumviva.
Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, o primeiro-ministro afirmou que é apenas ao Ministério Público que tem de dar respostas.
“Tenho a obrigação de falar e responder ao Ministério Público no processo, não é através da comunicação social”, declarou Luís Montenegro. “E também é suposto que o Ministério Público fale comigo através do processo.”
O chefe de Governo assegura que está a colaborar com o Ministério Público “com toda a diligência e com toda a disponibilidade”. “É assim que vai continuar a comunicação”, acrescentou.
“Agora vamos falar daquilo que interessa: nós estamos a poucos dias de decidir 308 lideranças municipais, a composição das Assembleias Municipais, a escolha de milhares de presidentes da Junta de Freguesia”, referiu, recusando-se a responder se há elementos em falta no processo sobre a empresa Spinumviva.
Ministério Público "aguarda documentação"
A Procuradoria-Geral da República revelou, esta terça-feira, que a averiguação preventiva relacionada com a Spinumviva ainda se encontrava “em curso", acrescentando que o Ministério Público "aguarda documentação" que ainda carecerá de análise.
Em causa está a averiguação aberta após a polémica com a empresa familiar do primeiro-ministro, que levantou suspeitas de conflitos de interesse em relação ao exercício das funções governativas de Luís Montenegro em simultâneo com a atividade empresarial.
O caso Spinumviva levou à queda do primeiro Governo de Luís Montenegro, após ter sido chumbada no Parlamento uma moção de confiança, em março. Mas o líder do PSD viria a ser reeleito primeiro-ministro nas eleições antecipadas que aconteceram depois em maio.
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