Política

A saúde dos presidentes: da indisposição de Cavaco à operação que afastou Sampaio

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi alvo de uma intervenção cirúrgica pela quarta vez desde que assumiu funções.

Loading...

A saúde de um Presidente de República é uma questão política essencial. O Chefe de Estado e Comandante das Forças Armadas tem responsabilidades que exigem plena capacidade e, por isso, não é a primeira vez que a saúde dos presidentes é motivo de preocupação.

De Cavaco Silva a Jorge Sampaio

O antecessor de Marcelo Rebelo de Sousa, Aníbal Cavaco Silva, protagonizou, nas comemorações do 10 de Junho, em 2014, um momento que preocupou quem assistia ao seu discurso. Foi retirado em braços do púlpito.

Cavaco Silva regressaria 10 minutos depois. O médico que o assistiu disse que o então Presidente não chegou a perder a consciência: teve uma reação vagal, uma resposta física do corpo que leva a uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Mais preocupante foi a primeira operação ao coração de Jorge Sampaio. Logo no arranque do primeiro mandato, em 1996, pela primeira vez desde o 25 de Abril, um Presidente foi substituído temporariamente na chefia do Estado, na altura pelo presidente da Assembleia da República, Almeida Santos.

O histórico clínico de Marcelo Rebelo de Sousa

Na mais recente intervenção de saúde de que foi alvo, em dezembro de 2021, Marcelo Rebelo de Sousa foi operado a duas hérnias inguinais no Hospital Forças Armadas, em Lisboa.

Quatro anos antes, foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no dia 28 de dezembro de 2017, no Hospital Curry Cabral, o que o obrigou a cancelar toda a sua agenda até ao final desse ano e a abrandar o ritmo nas semanas seguintes.

Em 30 de outubro de 2019, foi submetido a um cateterismo cardíaco, desta vez de forma programada, no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras.

Esta foi a quarta operação desde que é Presidente. Tem regressado com prudência, mas sempre com a habitual disponibilidade.