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André Ventura e a nova direita: o que está a acontecer com o eleitorado jovem em Portugal?

A direita portuguesa, embora também fragmentada, apresenta uma força inédita, impulsionada pelo crescimento de André Ventura e do Chega. Ventura mantém um núcleo duro de 23-25% do eleitorado, especialmente entre os mais jovens, e beneficia de uma rejeição elevada que, paradoxalmente, reforça a sua base. A ausência de figuras carismáticas e mobilizadoras impede a esquerda de apresentar uma alternativa clara e apelativa.

É como uma radiografia detalhada do atual panorama político português, tendo como ponto de partida uma sondagem recente sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais. O debate, marcado pela participação de figuras como Ana Gomes, Paulo Ferreira, António Gomes e Miguel Morgado, revela um país em transição, onde a fragmentação da esquerda, a ascensão da direita e o choque geracional desenham um cenário inédito e desafiante. Os jovens, tradicionalmente associados à rebeldia de esquerda, migram para a direita, adotando posições liberais, conservadoras e, por vezes, reacionárias. Esta tendência, visível em toda a Europa, reflete-se em Portugal, onde Ventura lidera entre os eleitores dos 18 aos 44 anos.

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