Liga dos Inovadores

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“A Coreia do Sul era muito pobre e apostou em seis empresas que mudaram o país: em Portugal tentamos agradar a todos mas não temos dinheiro”

Carlos Alves fundou a HFA há 30 anos, com mais dois sócios e, hoje em dia, é um dos maiores empregadores em Águeda. Despertou para a eletrónica ainda jovem e hoje depende dela - “tenho um pacemaker, vivo graças à eletrónica”, graceja. Ouça-o, na Liga dos Inovadores

Um modificador de som instalado em escolas, garantindo que todos os alunos ouvem o professor com a mesma clareza, palmilhas inteligentes para diabéticos, câmaras para colonoscopias, sistemas de travagem para automóveis, iluminação LED nos hipermercados, dispositivos médicos de assistência remota ou placas eletrónicas para satélites e foguetões são alguns exemplos de equipamentos que saem de Águeda para diversas geografias.

De passagem pela Liga dos Inovadores, Carlos Alves, um dos fundadores da empresa, conta o que fazem e como passaram de uma empresa de dez pessoas para um grupo com quase 900 na área da eletrónica e das telecomunicações.

Embaixador na Universidade de Aveiro, diz que fazem muito mais falta engenheiros eletrotécnicos do que informáticos, e gostaria de ver Portugal com uma política industrial clara, à semelhança da que teve a Coreia do Sul na década de 1950 e que a permitiu passar de um país pobre para uma das economias mais avançadas do mundo.

Outras ideias que pode ouvir ao longo da conversa

“Eu tenho um pacemaker, vivo graças à eletrónica”

“Vivia numa aldeia de Seia e um dia o relógio da capela avariou. Cheguei a casa e disse ao meu pai que queria tirar um curso de eletrónica”

“Há muita boa coisa a ser feita em Portugal, mas só vendemos as más notícias: a Web Summit mudou as coisas radicalmente”

“Há uns anos levei um cliente francês ao multibanco, porque eles não tinham: Portugal está muito avançados mas não sabe ganhar com isso”

“Um subsídio público para nós é um prémio, não estamos à espera dele para começar. Mas se tivermos um grupo de sete ou oito empresas e duas universidades, as universidades só começam quando têm a certeza que o projeto é aprovado. Têm que fazer contratação pública, e aí já ficamos para trás”

“A Coreia do Sul era muito pobre e apostou em seis empresas que mudaram o país: em Portugal tentamos agradar a todos e depois não temos dinheiro”

“As empresas estão todas a juntar-se para fazer grandes grupos: sozinhos não conseguimos ir lá”

O podcast que nos conta o que de inovador e diferenciador está a ser feito pelas empresas em Portugal. Na “Liga dos Inovadores”, Elisabete Miranda e Pedro Lima conversam com gestores, diretores e profissionais que nos contam histórias que conquistaram o mercado e vão contribuindo para a transformação económica do país e da sua imagem. Falam-nos das vitórias que os trouxeram até aqui, mas também das ansiedades, dos concorrentes que invejam, dos gestores que admiram, dos profissionais que têm e dos perfis que precisam de contratar. Todas as semanas, às quartas-feiras.

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