O mundo das sopas é vasto e ancestral, antigamente punha-se uma panela de ferro sobre um fogo de chão e cozia-se o almoço ali com o que houvesse. Hoje em dia temos a vida facilitada: quem tem uma varinha mágica ou uma Bimby pode confeccionar sopas aveludadas e saborosas, mas parece que os restaurantes não querem saber disso: a sopa não dá prestígio, a sopa não dá prémios.
Há quem acrescente hortelã no final (ou azeite), mas o mundo maravilhoso das sopas está bem de qualquer forma, onde quer que elas existam: em casa das avós ou numa qualquer cidade da fronteira há mais de vinte anos atrás em boa companhia. Caso para dizer: “Outra vez sopa? Ainda bem!”.
Com dois ou três truques, toda a gente consegue fazer os melhores ovos mexidos do mundo, as melhores batatas fritas ou o melhor bife. Às vezes, a diferença entre uma comida sublime e comida má está só na quantidade de manteiga, na variedade da batata ou no momento em que pomos o sal no bife.
Ricardo Dias Felner, jornalista e crítico gastronómico, é O Homem que Comia Tudo e diz-lhe tudo sobre cozinha e restaurantes no podcast mais saboroso do Expresso.
Começou como jornalista no Público, onde durante 11 anos escreveu sobre crime, justiça, imigração e política. Foi director da revista Time Out e, hoje em dia, colabora regularmente com várias publicações, entre elas o Expresso, onde tem escrito reportagens sobre algumas das comidas mais emblemáticas do país, do bacalhau ao frango de churrasco.
Todas as quintas-feiras novos episódios sobre cozinha e restaurantes. Porque a diferença entre comer bem e comer mal pode ser uma questão de informação e porque comer é demasiado importante, subscreva este podcast em qualquer aplicação de podcasts ou siga o projeto de Ricardo Dias Felner aqui no Expresso ou na SIC Notícias.