As baixas temperaturas pedem aconchego à mesa, nos pratos fartos de inverno mas também numa sala acolhedora e quentinha. Nestes dias frios, acompanhe a refeição com o calor do lume a crepitar nestes 12 restaurantes de Norte a Sul.
O Forno de Jales (Vila Pouca de Aguiar)
É uma surpresa a transformação desta taberna em restaurante, que se destaca pela utilização de produtos locais, confecionados na lareira ou em forno a lenha. Integra a Rede de Tabernas do Alto Tâmega, sob o comando de João Pires e a Rita Gomes. Com experiência adquirida noutras latitudes, O Forno de Jales apresenta uma ementa sazonal, de seis momentos, onde não faltam “Bola de sardinha”, “Bacalhau”, “Fralda de vitela”, “Maronesa” e “Rabanada”. Destaque para as propostas transmontanas. Preço médio: €30.
Rua do Brasil 5, Vreia de Jales, Vila Pouca de Aguiar. Tel. 916301886
Saber ao Borralho (Arcos de Valdevez)
A vila do Soajo é uma das mais icónicas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, conhecida pelo conjunto de espigueiros em pedra, tendo na gastronomia outro motivo de interesse. Comprometido com a tradição, o restaurante Saber ao Borralho, tem nos produtos da terra os protagonistas da ementa: carne cachena DOP, grelhada ou assada, servida com arroz de feijão tarrestre, acompanha bem com vinho. Termine com “Charuto dos arcos”. O ambiente rústico e intimista combina com as paredes de pedra, a lareira e os potes de ferro. Preço médio: €25.
Avenida 25 de Abril, 1158, Soajo, Arcos de Valdevez. Tel. 963708986
A Tulha (Ponte de Lima)
Já funcionou como celeiro e hoje é um dos melhores restaurantes típicos no centro da vila. Com paredes de pedra e teto em vigas de madeira, o restaurante a Tulha, em Ponte de Lima, acolhe no ambiente rústico como à mesa, sempre bem recheada. Provam-se o “Bacalhau à Tulha”, o “Medalhão à Tulha” e, ao fim de semana, emblemas minhotos, como os “Rojões à moda de Ponte de Lima” e o “Sarrabulho”. Acompanhe com vinhos regionais e escolha um lugar perto da lareira. Preço médio: €30.
Rua Formosa, 4, Ponte de Lima. Tel. 258942879
Pensão Borges (Baião)
Outrora confecionado em dias de casamento e oferecido aos convidados antes de se dirigirem para a igreja, o “Bazulaque” é um emblema regional e um dos pratos deste restaurante familiar. Além do guisado feito com as vísceras do anho, destacam-se o “Cozido à portuguesa”, servido ao sábado ao almoço, e o “Anho assado em forno de lenha”, disponível ao domingo ao almoço, feriados e dias de feira. No inverno refugie-se perto da lareira do restaurante Pensão Borges, em Baião, e comece o repasto com o “Pastelão de salpicão”. Preço médio: €25.
Rua de Camões, 307, Baião. Tel. 255541322
Stramuntana (Vila Nova de Gaia)
A lareira é o centro da casa rústica capaz de transportar os sentidos desde Vila Nova de Gaia até ao Nordeste Transmontano. A mão perita e dinâmica de Lídia Brás traduz uma cozinha autêntica, respeitadora de costumes, produtos e ritmos da Natureza, mas também criativa. Inicie a experiência no restaurante Stramuntana com fumeiro grelhado e finalize com o “Pudim de grelos”. Pelo meio, siga a época do “Cozido transmontano”, do “Butelo com casulas”, escolha a “Posta à Stramuntana” ou confira na lousa, em mirandês, as sugestões do dia. Preço médio: €30.
Rua de Soares dos Reis, 903, Vila Nova de Gaia. Tel. 934879228
Dona Amélia (Castelo de Paiva)
Não saímos daqui, não nos levantamos mais!”, sentencia um grupo. A convicção espelha o espírito deste restaurante tradicional que “cultiva a autenticidade” e “nunca deixou de ser para amigos”, refere o coproprietário António Moreira. A casa de pedra com lareira e esplanada sobranceira à quinta é especialista em assados no forno a lenha, mas sob encomenda: cabrito, anho, vitela ou galo, com batata e arroz. Posta e “Polvo à lagareiro” são outras vias para usufruir da cozinha do restaurante Dona Amélia, no concelho de Castelo de Paiva. Jantar só de quinta-feira a sábado. Preço médio: €20.
Rua da Urbanização da Quinta do Casal, 1133, Bairros, Castelo de Paiva. Tel. 255698773
Quinta da Cavada (Vouzela)
Nesta casa familiar, rodeada de ar puro e vistas amplas, a lareira acende-se há quase 30 anos, reforçando a sensação de aconchego. Mas o maior contributo vem da cozinha regional, alimentada pela horta, criação própria e traduzida por Maria Alice em “Migas de bacalhau”, “Borreguinho de leite grelhado”, “Arroz de galo no tacho de cabidela” ou “Vitela assada à moda de Lafões”. Na sala do restaurante Quinta da Cavada, o marido, António Matos, conduz, afável, o serviço. Preço médio: €30.
Urbanização Porto Salto, Vouzela Tel. 232772602
O Caçador (Almeida)
Antes de entrar, sente-se na esplanada para contemplar a beleza da praça e o casario típico desta aldeia quase intocada no concelho de Almeida. Depois, no tempo frio, escolha um local à lareira para começar a refeição no restaurante O Caçador, em Malpartida. As especialidades da casa são o “Bacalhau gratinado”, o “Bacalhau à Caçador”, apenas por encomenda, e o “Bacalhau à lagareiro”. Há espaço na ementa para as “Costelinhas de borrego”, para o “Cabrito assado”, por encomenda e sazonal, e ainda para o “Naco” e para a “Costeleta de vitela”. Termine com as “Farófias” caseiras. Preço médio: €35.
Largo do Olmo, Malpartida, Almeida. Tel. 271574344
Adega dos Apalaches (Oleiros)
O restaurante Adega dos Apalaches é motivo de romarias para provar o “Cabrito estonado à moda de Oleiros”, preparado em forno a lenha. Reserve mesa na esplanada climatizada, com lareira no inverno, ou nas salas que outrora foram palheiro e curral de bois. A escolha dos comensais recai sobre o menu com-pleto, que inclui entradas de “Enchidos à Brás”, “Pastel de cabrito” e “Moelas de galinha”, sopa do dia e “Cabrito estonado”, servido com batata, migas de couve e arroz de miúdos. Termine com um “Pijama” de sobremesas tradicionais. Preço médio: €30.
Rua Senhora das Neves, Roqueiro, Oleiros. Tel. 272654257
Mil Homens (Marvão)
No inverno, a sensação à chegada é de que se entrou numa casa de família, onde a lareira aconchega. Não estranhe se ao lume encontrar uma panela de ferro, onde são confecionados pratos de conforto servidos no restaurante Mil Homens. No verão, conte com uma esplanada repleta. Peça tiras de presunto de pato para começar e prove a “Sopa de sarapatel”, tradicional da Páscoa, que aqui está disponível todo o ano. As opções de caça são um clássico. “Tarte de castanha”, “Tecolameco” e “Migas doces” são sobremesas a considerar. Preço médio: €25.
Rua Nova, 14, Portagem, Marvão. Tel. 245993122
Alentejo (Mértola)
Duas grandes barricas ladeiam a frente da casa e sinalizam o restaurante Alentejo, conhecido pela boa disposição do proprietário, Cesário Tomaz, com quem os locais bebem por vezes um copo ao balcão. Serve petiscos alentejanos, como “Cabecinha de borrego assada” e “Cachola frita”, vinhos e pão alentejanos. O porco preto é rei na ementa, mas há também “Javali estufado” e “Gaspacho com peixe frito”. Termine com “Migas doces”. De inverno, a sala é aquecida por uma lareira acolhedora. Preço médio: €25.
Rua Grande, 3, Moreanes, Mértola. Tel. 286655133
Jardim das Oliveiras (Monchique)
Sobe-se a serra em dia agreste, abre-se a porta e... surpresa! Um refúgio em pedra e madeira, lareira acesa e repleto de clientes. No estrangeiro, Geraldino José sentia “saudades das comidas da mãe e da avó”. Tomou conta desta casa regional, ao lado da cozinheira Fernanda Rio. Inicie a experiência no restaurante Jardim das Oliveira, em Monchique, com enchidos e cogumelos e aposte nos típicos “Papas com piques”, “Assadura”, “Panela de couve à moda de Monchique”, “Javali à moda da casa” ou “Lulas cheias”. Sele com a “Mousse de castanha”. Preço médio: €25.
Sítio do Porto Escuro, Monchique. Tel. 282912874
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