A infância de Guilherme está cheia de memórias pesadas e lugares que ficaram vazios. Quando as crianças da mesma idade brincavam no parque, Guilherme estava aprisionado pela vida.
Com apenas cinco anos deixou para trás casa, escola, família e amigos para fugir do pai. Teve um pai alcoólico e uma mãe que foi tentando esconder a violência, até sentir que corriam todos perigo de vida.
As memórias da violência vivida por Guilherme cruzam-se com as memórias de Andreia, nome verdadeiro, e também de Juliana e Miguel, nomes ficticios.
O crime de violência doméstica é aquele que mais afeta as crianças e dos que mais tem aumentado nos últimos 10 anos. Pais, padrastos ou avós estão entre os principais criminosos.
Dados da Comissão Para a Igualdade de Género mostram que até julho deste ano foram acolhidas 1.292 crianças em casas-abrigo. Uma infância saudável interrompida para 1.292 filhos da violência domestica.
