Casos de Polícia

Estripador de Lisboa: o assassino em série que nos anos 90 matou pelo menos três mulheres em Lisboa

Valentina tinha 22 anos e vivia com os pais na Póvoa de Santo Adrião. Prostituía-se desde a adolescência para pagar o vício da droga. No dia 31 de julho de 1992, saiu de casa e foi para a rua, como fazia todas as noites. Foi encontrada morta num barracão, com várias facadas no corpo. A jovem era baixa, magra, morena, prostituta e toxicodependente - características comuns às vítimas que se seguiram.

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Na década de 90, um assassino em série matou pelo menos três mulheres em Lisboa. Eram prostitutas, e o crime espalhou o medo entre quem trabalhava na rua. Ficou conhecido como o “Estripador de Lisboa”, um criminoso que nunca foi apanhado.

30 anos depois, somam-se várias teorias, entre elas a de um antigo inspetor da Polícia Judiciária que acredita saber quem é o homicida. As mortes atribuídas ao Estripador de Lisboa tiveram início em 1992, quando foi descoberto o primeiro cadáver.

Ao longo de oito meses, apareceram cinco mulheres mortas, mas a Polícia Judiciária acredita que apenas três teriam sido vítimas do mesmo agressor.

Valentina tinha 22 anos e vivia com os pais na Póvoa de Santo Adrião. Prostituía-se desde a adolescência para pagar o vício da droga. No dia 31 de julho de 1992, saiu de casa e foi para a rua, como fazia todas as noites. Foi encontrada morta num barracão, com várias facadas no corpo.

A jovem era baixa, magra, morena, prostituta e toxicodependente - características comuns às vítimas que se seguiram.

Para traçar o perfil do criminoso, a PJ decidiu pedir ajuda ao FBI. A polícia norte-americana, ao contrário da portuguesa, já tinha naquela altura uma vasta experiência com homicidas em série. Mas a ajuda deu em nada.

Sobre a identidade do chamado “Estripador de Lisboa” surgiram várias teorias. Algumas apontavam para um homem que poderia ter contraído o vírus da sida através de uma prostituta. Outras sugeriam a hipótese de um indivíduo com distúrbios de identidade, ou mesmo de grupos que utilizariam órgãos humanos em rituais.

É um mistério sem fim à vista. No entanto, já terminou o tempo que a Justiça teve para fazer justiça.