Uma igreja parece um local improvável para um treino de técnicas de defesa pessoal, mas existe, há 25 anos, um curso para este fim em Korogocho, um bairro nos arredores de Nairobi, a capital do Quénia.
A ideia partiu de um casal de norte-americanos que estava no bairro a fazer trabalho comunitário num altura em que os crimes violentos contra mulheres, muitas delas idosas, disparou em várias zonas empobrecidas da cidade.
Apesar de quase não existirem números oficiais que ajudem a perceber a real dimensão dos crimes contra mulheres, que muitas vezes não são sequer denunciados, a violência de género é um dos problemas sociais mais graves do Quénia.
O homicídio da atleta olímpica do Uganda, Rebecca Cheptegei, que trabalhava e treinava no Quénia, chocou o país e colocou o foco no tema do femicídio. A maratonista foi regada com gasolina pelo ex-namorado em setembro de 2024.
Entre agosto e outubro do ano passado, a polícia do Quénia registou 97 femicídios no país.

