O momento alto chega com a contagem decrescente: "3, 2, 1… aaaaaaaaaaaaaaah". O grito coletivo ecoa pelo rio, e com ele, uma sensação de alívio.
"No início, não achei que me fosse afetar tanto, mas foi uma experiência muito boa. O coração ainda bate forte, mas agora sinto-me mesmo relaxado".
O evento, que já vai na quinta edição, nasceu depois de uma visita de Maike Schmidt a Chicago.
"Achei logo que era uma ideia gira para aliviar o stress. Quis experimentar e levei alguns amigos até à margem do rio Reno para gritarmos juntos."
Antes do momento de libertação, os participantes escrevem num papel aquilo que querem deixar para trás. Alguns mantêm os seus motivos em privado, mas muitos partilham abertamente os desafios pessoais.
"Estou aqui por causa do ciberbullying e do passado."
Para a terapeuta Davina Blank, mais do que a diversão, esta iniciativa vale pelo um impacto emocional positivo na vida dos que se juntam nas margens do Reno.
"É uma sensação muito importante de ligação, estar num grupo com a intenção de expressar a sua verdade interior, seja stress ou tensão. Cada um por si, mas dentro do grupo".
A ideia de gritar como forma de libertação emocional está a juntar pessoas de toda a Alemanha e, em breve, pode ser replicada noutros locais, porque, como dizem os organizadores: "por vezes, basta um grito para se sentir melhor".
