Mais largo 8 mm, essa insignificância “mexe” com as proporções deste C-SUV que parece mais desportivo, igualmente mais agressivo por via do trabalho de maquilhagem efetuado na dianteira, ainda mais expressiva, com a reinterpretação dos faróis trílobo, que também ajudam a alargar o rosto. Estão associados à nova grelha central côncava e tridimensional, inspirada no bonito 33 Stradale que contribui para uma imagem sempre muito sugestiva e marcante. Entradas de ar inferiores e aberturas laterais reformuladas na linguagem dos icónicos Giulia GTA e GTAm completam o quadro.
É um trabalho enquadrado naquilo que a Alfa chama de “beleza necessária” e, para mim, é, no mínimo, conseguido.
No aspeto estético há ainda a considerar as novas jantes (19 e 20 polegadas), sempre incluindo falsos círculos, agora também apenas três, mas que ajudam a distinguir o renovado Tonale.
No interior, o estilo mantêm-se, mas há novos materiais e acabamentos, tecido canelado nos bancos, agora igualmente em pele vermelha pespontada ou alcântara bicolor (preto e branco). Outra novidade: o seletor de marcha é agora um largo botão rotativo na consola. Opções – há uma geração para a qual a ideia de um manípulo deve ser passadista em excesso... Seja: o botão de parque fica no meio… Importante é que não faltam as patilhas no volante, grandes, em alumínio.
O painel de instrumentos é de 12,3 polegadas e o ecrã central tem 10,25 polegadas com interfaces multitarefas personalizáveis, ao estilo de um smartphone. A conectividade sem fios é total, e estão asseguradas atualizações over-the-air para manter o software sempre atualizado.
Mas a Alfa Romeo foi mais longe naquilo que não se vê: as vias foram alargadas e há um ligeiro aumento na distância entre eixos, que não é quantificado, mas que a marca diz ser suficiente para reduzir inclinação e subviragem. Travões by-wire, com pinças Brembo, consoante e versão, a direção mais direta do segmento integram ainda a receita técnica de um automóvel com grande equilíbrio de pesos.
A apresentação, na cidade italiana de Pisa, fez-se com o recurso ao Q4 Ibrida Plug-In, com tração integral eletrificada e caixa automática de seis velocidades. Com 270 cv, esta versão é a expressão máxima em termos de desempenho e eficiência tecnológica do novo Tonale. O percurso feito não deu para grandes experiências, mas é sempre “simpático” guiar um Alfa e registar o indisfarçável toque desportivo.
Este tem processador de controlo híbrido capaz, segundo a marca, de tornar a entrega mais rápida, linear e contínua. Deu para perceber é que as transições entre o motor de combustão interna e o motor elétrico são impercetíveis.
Em termos de segurança, a oferta contempla assistência à condução de nível 2, incluindo controlo de velocidade adaptativo inteligente com centragem na faixa, assistência em engarrafamentos, deteção de ângulo morto e de tráfego transversal traseiro, monitorização da atenção do condutor, reconhecimento de sinais de trânsito com assistência inteligente à velocidade e travagem automática de emergência com deteção de peões e ciclistas.
Além destas funcionalidades, duas novas tecnologias: câmara de alta resolução de 360° com “vista de drone” e estacionamento semiautomático.
Além do Q4, o Tonale Ibrida oferece um exclusivo motor 1.5 Turbo de quatro cilindros e 175 cv, com Turbo de Geometria Variável (VGT. Combina uma caixa de dupla embraiagem de sete velocidades e tração dianteira e representa a mais recente evolução da tecnologia mild-hiybrid de 48V da marca. Para os que preferem a opção diesel, o 1.6 de 130 cv está disponível com transmissão automática de dupla embraiagem de seis velocidades e tração dianteira.
O modelo base designa-se simplesmente Tonale e a gama inclui ainda as versões Sprint, Ti e Veloce.

