Saúde e Bem-estar

Medicamento para fibrose quística. Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte submeteu cinco pedidos ao Infarmed

O medicamento novo que não há em Portugal, Kaftrio, pode salvar a vida da jovem Constança Braddell, que fez um apelo nas redes sociais.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) submeteu cinco pedidos de Autorizações de Utilização Excecional (AUE) ao Infarmed para a utilização do Kaftrio, medicamento inovador para doentes com fibrose quística.

Em comunicado enviado às redações, o centro hospitalar fez saber que vai fazer uma "avaliação rigorosa dos perfis clínicos de outros 25 doentes acompanhados no seu Centro de Referência para a Fibrose Quística" para analisar as indicações para o tratamento com o fármaco mais indicado para cada situação.

"O grande objetivo do CHULN é proporcionar aos seus utentes o acesso ao tratamento clinicamente mais adequado, como sempre aconteceu. No espaço de apenas dois anos, entre 2019 e 2020, o CHULN duplicou o número de doentes tratados com medicamentos inovadores e o investimento nestes tratamentos", lê-se no nota.

O medicamento que lhe pode salvar a vida. Constança Braddell está ligada a uma máquina de oxigénio

Em menos de 48 horas desde o apelo nas redes sociais, Constança Braddell, que sofre de fibrose quística, conseguiu angariar mais de 190 mil euros para o medicamento que lhe pode salvar a vida. Constança está internada no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, ligada a uma máquina de oxigénio noite e dia.

O Infarmed fez saber na sexta-feira passada que o Hospital de Santa Maria, onde a doente é acompanhada, ainda não tinha submetido o pedido de autorização de utilização especial do medicamento que Constança precisa.

O Hospital de Santa Maria diz que não o fez porque quer incluir Constança num Programa de Acesso Precoce a medicamentos, ainda sem autorização de introdução no mercado. Constança e a família desesperam sem respostas.

Aos 24 anos o futuro é demasiado incerto

Em seis meses Constança perdeu 13 quilos. Vive ligada a uma máquina de oxigénio 24 horas por dia, a única forma de conseguir respirar.

Constança e a família sabem desde sempre que não há cura para a fibrose quística, uma doença genética, hereditária e rara que, no caso de Constança, foi diagnosticada à nascença. A esperança está numa terapêutica revolucionária que pode corrigir o defeito molecular da doença e ajudar a melhorar a qualidade de vida.