Saúde e Bem-estar

Liga defende rastreio ao cancro do pulmão

João Pedro Tiago

João Pedro Tiago

Repórter de Imagem

Vítor Moreira

Vítor Moreira

Editor de Imagem

Em 2019, as doenças oncológicas mataram mais de 25 mil portugueses. O cancro do pulmão continua a ser o mais fatal.

Sem surpresas, o cancro do pulmão voltar a estar no topo da lista dos cancros que mais matam em Portugal. Em 2019, foi responsável pela morte de 4.391 pessoas.

Seguem-se o cancro colorretal (3.772), estômago (2.246), mama (1.902) e próstata (1.901).

Perante os dados apresentados no 4º Congresso Nacional de Prevenção Oncológica e Direitos dos Doentes, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) defende que, à semelhança do que está a ser feito noutros países da Europa, avance um programa piloto de rastreio de base populacional ao cancro do pulmão.

Vítor Rodrigues, presidente da LPCC, assegura que Portugal tem as condições necessárias, mas que é preciso encontrar financiamento, já que as unidades móveis podem chegar a custar 700 mil euros. O custo das unidades móveis de rastreio ao cancro da mama ronda os 250 mil euros.

A pandemia obrigou a Liga a suspender os rastreios durante seis meses. No núcleo do Norte, a estimativa é que 600 cancros da mama tenham sido diagnosticados mais tarde.

Mas o programa já está em franca recuperação, com 900 a mil mamografias realizadas por dia. Em 2021, contam ter realizado entre 160 mil e 170 mil exames.

O cancro da mama é o mais frequente em Portugal, com 7.437 casos registados.

De seguida surgem o cancro colorretal (7.334), próstata (5.741) e pulmão (4.424). Os números mais recentes da incidência são de 2018.

Só em 2023 é que deve ser conhecida a realidade nacional de 2020, o primeiro ano marcado pela pandemia.

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