Desporto

Queixa de Mayorga contra Ronaldo segue para Tribunal Federal

RODRIGO ANTUNES

Luís Manso

Luís Manso

Jornalista

Jogador é acusado de violação.

Cristiano Ronaldo vai continuar a ser investigado pela justiça norte-americana por suspeita de violação. A norte-americana Kathryn Mayorga passou a queixa civil, que tinha apresentado num Tribunal de Las Vegas, para o Tribunal Federal do Nevada.

De acordo com fonte próxima da defesa do jogador, em declarações à SIC, o caso não morreu, ao contrário do que tinha sido inicialmente avançado, com base em dados apurados pela agência de notícias Bloomberg.

O desvio no percurso deste processo poderá legar a que o caso ganhe agora uma força maior na justiça norte-americana. À margem de uma possível e pesada indemnização, Cristiano Ronaldo poderá responder criminalmente perante a justiça norte-americana. Os advogados da norte-americana já apelaram mesmo ao FBI para investigar este caso.

Kathryn Mayorga avançou em setembro do ano passado com um processo cível contra Cristiano Ronaldo. E terão sido as dificuldades das autoridades em notificar o jogador, nomeadamente para fazer exames de ADN, que levaram a que fosse tomada esta decisão de mover o caso de um tribunal para outro.

A queixa em causa deu entrada no tribunal distrital do Nevada, a 27 de janeiro deste ano. Tinha avançado a Bloomberg, que neste processo, a norte-americana decidiu retirar, em maio, a queixa no Tribunal de Las Vegas. A agência de notícias referia ainda desconhecer se, na base desta decisão, existia algum tipo de acordo.

De imediato, um dos jornalistas da revista alemã Der Spiegel veio dizer, através das redes social Twitter, que o caso não estava encerrado. Tinha sido, pelo contrário, seguido para um tribunal diferente. Rafael Buschmann escreveu que a decisão foi, efetivamente, tomada depois de "não ter sido possível aos advogados de Mayorga notificar Ronaldo" decidiram avançar com uma ação num tribunal federal.

A queixa inicial de Mayorga foi apresentada em setembro do ano passado, o que levou a que a polícia de Las Vegas reabrisse a investigação ao caso, que tinha já sido analisado em em meados de 2009, depois da norte-americana ter avançado, também na altura, com uma queixa de violação.

Acabou, no entanto, de desistir do caso depois de assinar um acordo de confidencialidade, com base no pagamento de uma verba superior a 320 mil euros. Terá aceite nunca dizer que era Ronaldo o agressor. Além disso, ter-se-á comprometido a destruir toda a documentação.

Mayorga acusa Ronaldo de agressão e abuso sexual, imposição intencional de sofrimento emocional, coacção e fraude, chantagem e conspiração, difamação e abuso de direito. O jogador português sempre negou todas as acusações. Reconhece que houve um encontro no hotel de Las Vegas e que houve relações sexuais, só que consentidas.

A SIC enviou ao gabinete de advogados que representam Mayorga um pedido de esclarecimentos quanto a este caso.

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