Economia

Crise energética leva Altice a ativar Gabinete de Crise com plano de contingência

TIAGO PETINGA

A Administração da Altice Portugal, assim como o seu Gabinete de Crise, "estão em estreito e permanente contacto com a Autoridade Nacional de Proteção Civil".

A Altice Portugal anunciou esta quarta-feira ter acionado o Gabinete de Crise com um plano preventivo de contingência para, perante a crise energética, garantir a normalidade das telecomunicações e serviços de interesse público como TDT, SIRESP e 112.

"Na sequência da declaração de reconhecimento de crise energética por parte do Governo, a Altice Portugal acionou de imediato o Gabinete de Crise com um plano preventivo de contingência robusto de forma a garantir a normalidade das telecomunicações e serviços críticos de interesse público como a TDT, SIRESP e 112", refere a empresa em comunicado.

Explica que identificou também "como edifícios com atividade fulcral os localizados em Monsanto, Picoas, Linda-a-Velha, Data Center da Covilhã, Estação Satélite de Alfouvar, Tenente Valadim e Estações de amarração de Cabos Submarinos".

A Altice aponta que, desde terça-feira, se iniciaram internamente procedimentos preventivos visando o normal contexto de atuação das equipas operacionais da empresa.

Neste sentido "foram identificadas medidas de exceção que irão garantir o funcionamento dos geradores de socorro das nossas estações, a deslocação das equipas operacionais que irão ter disponíveis uma bolsa de técnicos e viaturas por região, e, caso se verifique um agravamento da situação, havendo escassez total de combustíveis, a Altice Portugal irá limitar a intervenção das suas equipas operacionais apenas a situações de emergência", salienta.

Segundo a informação divulgada, a Administração da Altice Portugal, assim como o seu Gabinete de Crise, "estão em estreito e permanente contacto com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, estando presente em todos os 'briefings', no sentido de apoiar as operações e garantir um contexto de total normalidade".

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas "praticamente" com a rede esgotada.

O primeiro-ministro admitiu alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está "inteiramente assegurado" para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.

Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

Lusa

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